Tocando em frente


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O cantor e compositor sertanejo Almir Sater, no programa da TV Cultura ‘Viola, Minha Viola’, apresentado pela falecida e festejada cantora folclórica Inezita Barroso, discorrendo sobre como havia composto sua música de maior sucesso, disse que, convidado para jantar na casa do seu parceiro, Renato Teixeira, chegou à residência do amigo sem levar qualquer instrumento musical. Enquanto conversavam, observou que, na sala, sem uma das cordas, havia um violão que, veio a saber, pertencia ao filho de Renato. Tomou do instrumento e começou a dedilhar. Surpreso e sem qualquer ideia prévia, compôs uma melodia e Teixeira pôs-se a escrever a letra. Dali, saiu Tocando em Frente, a mais solicitada pelo público, o maior sucesso deles. 
 
Já, ao final do bate-papo, Sater falou à Inezita de sua certeza de que a música é resultado de psicografia. Aí, alguém perguntaria, mas, o Almir é espírita? É médium? Disso nada sabemos, mas afirmamos, com segurança, que ninguém precisa ser espírita para psicografar. 
 
Pode ocorrer que, num momento de forte introspecção, a pessoa saque algo que já se fazia presente nos arquivos do seu inconsciente. O poeta, certamente tiraria uma composição poética; o músico, uma letra, ou um pentagrama; o cientista, um arrojado projeto de ciência. 
 
Mas, pode também, independentemente da doutrina que professa, obter tudo isso das fontes espirituais, na condição de médium (intermediário). No caso narrado, houve um verdadeiro fenômeno sensitivo, certamente oriundo de bons espíritos, visto que a produção artística é altamente edificante e seu verdadeiro autor absteve-se de assiná-la. 
 
Os artistas, em geral, possuem aguçada sensibilidade mediúnica e, quando se põem a produzir sua arte, recebem, invariavelmente, influência inspiradora de espíritos que lhes são vinculados por afinidade vibratória. Paulo, o Apóstolo, dizia que todos somos assistidos por ‘nuvens de testemunhas’. 
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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