As obras começaram a todo vapor. Máquinas, caminhões e homens se concentraram no local e deram inicio à uma nova realidade. Os moradores da região comemoraram: “agora, vai”. Depois de três décadas apenas recebendo retoques paliativos, a avenida Brasil, uma das mais movimentadas de Franca, enfim, começava a ganhar novo asfalto. O início foi mesmo animador. Em poucos dias, parte da pista se transformou num tapete. E parou por ai.
Uma semana após ligarem os motores, as máquinas sumiram da avenida. Também não há mais caminhões e muito menos homens trabalhando. Até os cones usados para interditar ruas foram recolhidos. Sem qualquer tipo de explicação ou aviso, a Prefeitura abandonou o serviço pela metade. Abandonar pela metade, é força de expressão. A avenida Brasil tem quase quatro quilômetros. O cronograma de obras prevê que toda a extensão da via será recapeada. Pouco coisa foi feita.
O serviço começou pela região do Jardim Paulistano. A pista no sentido bairro/Centro foi a que mais recebeu a melhoria. Cerca de um quilômetro foi recapeado no trecho entre a porteira do Jardim Panorama e o varejão Bonacci. Deste ponto em diante, nada foi feito durante a semana. Ainda falta completar o serviço da altura do Brasilândia até o cruzamento com a Presidente Vargas.
No sentido inverso, a extensão recapeada no Paulistano não chega a 500 metros, mesmo assim, em um trecho o asfalto novo só foi colocado na metade da pista, deixando degraus. Não há qualquer tipo de sinalização. “Esse desnivelamento no asfalto é perigoso e vai acabar derrubando algum motoqueiro ou ciclista a qualquer hora. Não podia ter ficado assim”, disse o sapateiro Cleiton Antônio da Silva.
O secretário municipal de Planejamento, Nicola Rossano, foi procurado para explicar a paralisação do recapeamento da avenida Brasil, mas não retornou as ligações. Em nota divulgada no começo da semana, a Prefeitura informou que as equipes continuariam trabalhando no local para dar sequência ao recape, o que não se confirmou nos dias seguintes. Moradores da região não viram nenhum movimento de máquinas durante a semana.
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