o dia que a gente não viu
a hora que a gente escondeu
vem frágil cobrar nossa ausência
no ponto esclerosado de nossos desejos
como se nosso contato fosse programado
pelo urgente apelo de nossa efemeridade
a menina dos olhos sem cor
que vaga em nossos corações
chora por nossa intensidade abstrata
que não contamina nossos sonhos
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