Uma denúncia trazida pelo grupo de acompanhamento político de Franca, Franca Transparente, mostrou na manhã desta sexta-feira, 24, que a empresa Consist Software, investigada por envolvimento no esquema de propina na operação Custo Brasil, que prendeu ontem o ex-ministro Paulo Bernardo, está ligada à Prefeitura de Franca. No site da prefeitura, há um link que leva para o endereço da Consist. A empresa é a atual intermediadora dos empréstimos consignados aos servidores da cidade.
Segundo o procurador francano, Andrey Mendonça, que investigou as operações, a empresa de tecnologia foi responsável pelo sistema de consignação das folhas salariais dos servidores públicos federais de 2009 até o fim do ano passado.
Segundo a Procuradoria, o PT teria recebido uma parte da propina de R$ 100 milhões do esquema instalado no Ministério do Planejamento entre 2009 e 2015 por meio da empresa de tecnologia. O ex-ministro preso é quem seria o chefe do esquema.
Ainda de acordo com a investigação, a Consist cobrava um valor cerca de três vezes maior pelo serviço. Esse valor extra era destinado para funcionários públicos do Ministério do Planejamento e políticos.
A Prefeitura de Franca foi procurada para explicar o trabalho desenvolvido pela Consist. Em reposta, a Prefeitura de Franca "esclarece que as instituições financeiras, que oferecem o empréstimo consignado, exigem a disponibilização do referido software, não havendo nenhuma ligação da empresa com a Prefeitur."
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