Morreu no dia 22, 8 horas, no Hospital Regional de Franca, a senhora Creusa Pinto da Matta, aos 91 anos. Internada na semana anterior, em função de uma queda na qual não se machucou com gravidade, enfrentou, nos dias seguintes, grave crise brônquica, que lhe causou problemas respiratórios. “Dona de saúde invejável para sua idade, ela lutou bravamente pela vida, mas foi vencida”, disse o filho André.
Estava viúva, há 26 anos, do senhor Miguel Sábio de Mello Filho, respeitado empresário francano. Do enlace de 36 anos nasceram quatro filhos (Sérgio, casado com Cláudia; André, Myrian, Walder), e os netos (Flávia, Fabiana, falecida; Luiza, Carolina, Mayra e José Márcio).
Estimada professora, Creusa atuou até a aposentadoria na Escola “Coronel Caetano Petráglia”. “Ensinou várias gerações. Muitos dos alunos dela cresceram e se tornaram nossos amigos. Foi sempre reconhecida como mestra de grande competência, capaz não apenas cumprir suas atividades de docência, mas também, e principalmente, de formar cidadãos”, disse o filho.
“Mamãe foi um mulher notável. Filha como poucas, mãe responsável, dedicou-se a cada um de seus filhos e netos, como poucas mães e avós fariam. Viveu também auxiliando o próximo que mais precisava. A caridade foi uma de suas maiores virtudes. Nunca deixou de fazer algo por quem bateu em sua porta. O que tinha, partilhava, e partilhava da maneira dela: se tinha dez, doava oito, ficava com dois. Há muitas histórias sobre essa sua capacidade, e das quais muito nos orgulhamos, mas, como ela sempre pediu que fosse, nos reservamos só em conhecer, sem divulgar”, contou André.
Outra marca de seu perfil, a capacidade de manter sempre por perto os filhos, netos, amigos e gente que respeitava. Não havia tristeza em sua casa, como contaram os filhos. “Ela se foi com todos os seus deveres de esposa, mãe, avó e professora, cumpridos fielmente. Como que premiada, morreu sem sofrer, dormindo. Deixa-nos uma saudade imensa. Precisamos agradecer os doutores Renato Figueiredo e Rodolfo Morais, o corpo de enfermagem e todos os funcionários do Regional, que a atenderam com competência e carinho. Tenham certeza de nosso agradecimento eterno”, concluiu André.
Velório aconteceu na sala 3 do São Vicente de Paulo, em Franca. O corpo foi trasladado para Ribeirão Preto, terra natal de Creusa, e sepultado no Cemitério da Saudade daquela cidade, às 10 horas do dia 23, com serviços da Funerária Tedesco.
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