Merenda é trocada por pão e revolta estudantes do Cede


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Alunos são vistos na entrada da escola estadual ‘David Carneiro Ewbank’: substituição de refeição por sanduíche desagradou
Alunos são vistos na entrada da escola estadual ‘David Carneiro Ewbank’: substituição de refeição por sanduíche desagradou
Alunos da escola estadual “David Carneiro Ewbank”, o Cede, não têm recebido a merenda tradicional há mais de dois meses. Segundo os estudantes, as refeições foram substituídas por apenas pão com presunto e muçarela para os alunos do período noturno. “Antes a gente comia macarrão, arroz com carne, galinhada... Cada dia era um prato, agora só tem pão, nem suco recebemos”, disse um dos estudantes entrevistados. 
 
De acordo com os alunos, o problema acontece porque a merendeira que trabalha na escola está afastada. “Não sabemos quando ela vai voltar e a escola fala que não pode contratar outra”, disse o aluno. A falta de merenda adequada afeta seis classes do ensino médio do noturno, o que abrange cerca de 200 pessoas, segundo os alunos. Na parte da manhã e da tarde a merenda está sendo servida normalmente.
 
Outra dificuldade é que a quantidade de pães é controlada e cada aluno só pode pegar um, o que é considerado insuficiente por alguns estudantes ouvidos pela reportagem. O fato de vários alunos trabalharem no período da tarde, indo direto para a escola também é um agravante, pois a merenda é considerada uma das refeições principais do dia para eles. “Está bem ruim a merenda assim, porque fica enjoativo e o pão é muito seco”, disse uma aluna, que cursa o terceiro colegial no Cede. 
 
Mesmo diante da insatisfação com a merenda, a maioria dos alunos continua comendo essa opção de lanche e busca pressionar os responsáveis e alguns alunos organizaram um abaixo-assinado a ser encaminhado para a Prefeitura. No documento, os alunos solicitam a “contratação imediata de merendeira para o período noturno a fim de resolver o problema da insatisfação dos alunos e funcionários a respeito do lanche provisório oferecido pela Prefeitura”.
 
“A escola não está fazendo nada para resolver esse problema da merenda, mesmo com todos reclamando”, disse a estudante Poliana Laura Silva, 18. 
 
Solução
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, o Estado repassa recursos e o município é responsável pela gestão da merenda e pela contratação de merendeiras.
 
A Diretoria de Ensino disse que está em contato com a Prefeitura de Franca para que uma outra merendeira assuma os serviços o mais rápido possível. A assessoria ressalta que neste período nenhum aluno ficou sem alimentação.
 
A Prefeitura de Franca foi procurada para esclarecer sobre o problema, mas não retornou até o fechamento desta edição na noite de ontem.
 

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