Os vereadores Márcio do Flórida (PDT), Valéria Marson (PSD) e Marcelo Valim (PSD) denunciaram ao Ministério Público do Trabalho a situação do servidor municipal Paulo Dimas Barboza, que foi transferido para trabalhar no lixão, após liderar greves dos servidores públicos.
Um ofício foi encaminhado para o Ministério Público a fim de alertar o órgão sobre irregularidades na transferência do servidor, que era jardineiro e passou a ser porteiro no aterro sanitário municipal. O documento afirma que “devido à perseguição política por ter esse funcionário participado da greve dos servidores públicos municipais, o funcionário teve sua função alterada, passando a trabalhar em condições de desumanidade em evidente desvio de função”.
Com o pedido, os vereadores buscam reverter tal situação que é considerada “degradante”, já que as instalações no aterro consistem em um barraco de madeira construído pelo próprio funcionário e não há banheiro no local. Assim é solicitada a instauração de um inquérito civil para apurar tais problemas.
Para embasar a denúncia, foram anexadas ao ofício reportagens publicadas no Comércio, no site da Câmara Municipal e postagens do Facebook.
O funcionário tem 63 anos e foi transferido para o aterro em agosto do ano passado, pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), para vigiar a entrada de caminhões com resíduos orgânicos no antigo lixão do City Petrópolis.
Além da participação nas greves, Paulo Dimas também assinou um pedido de abertura de Comissão Processante contra o prefeito.
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