Um bilhete escrito por uma coordenadora de escola viralizou na internet e recebeu uma série de críticas. No bilhete enviado à mãe dos gêmeos Antônio e Benício, de 3 anos, na sexta-feira, dia 17, a coordenadora escreveu: "Olá! Mamãe Débora, peço-lhe se possível aparar ou trançar o cabelinho dos meninos, eles são lindos, mais (sic) eu ficaria mais feliz com o cabelo deles mais baixo ou preso. Beijos, Fran".
Débora Figueiredo, mãe dos gêmeos, considerou o bilhete preconceituoso e publicou o mesmo em seu perfil no Facebook. "Meus filhos Antônio e Benício foram vítimas de preconceito por causa do cabelo deles, recebi essa mensagem na agenda escrita pela coordenadora da escola que até então tinha meu respeito, daqui em diante...", escreveu ela na publicação.
O caso repercutiu na web e o Educandário Eliane Nascimento, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, se defende. A diretora da instituição, Eliane Nascimento, contou à BBC Brasil que o bilhete não é preconceituoso e que o alerta se refere a um surto de piolhos na escola.
Eliane, que é mãe da coordenadora responsável pelo bilhete, diz que a intenção era proteger os gêmeos, por entender que eles, com os cabelos cheios estariam mais sujeitos a serem contaminados pelos colegas que têm piolhos. A diretora justifica ainda que a palavra "piolho" não apareceu no bilhete pois muitas vezes são outras pessoas da família que buscam as crianças na escola e que a coordenadora não quis falar do problema diretamente.
Débora não concordou com a justificativa da diretora e está procurando uma nova escola para os filhos, segundo o site G1.
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