Os pacientes que dependem do ambulatório Municipal de Saúde Mental continuam a enfrentar dificuldades para marcar consultas e retirar receitas médicas.
Desde o final do ano passado, quando os sete médicos que trabalhavam no local pediram demissão, quem precisa do serviço tem sofrido com o atendimento precário. Faltam médicos psiquiatras e clínicos gerais para fornecerem receitas.
“Pedi uma receita no dia 31 de maio e até agora, quase três semanas depois, não falaram para eu ir buscar o remédio, não tem médico para liberar o medicamento”, disse a autônoma Viviane Silva, 31, que faz tratamento contra a depressão.
Os remédios são de uso contínuo, o que aumenta a preocupação dos pacientes. “Já reclamei na Secretaria de Saúde e não fizeram nada. Também não consigo marcar consulta. A última vez que passei no médico foi em novembro do ano passado”, disse a paciente.
A mulher do pedreiro aposentado Ezequiel Rodrigues da Silva, 86, é outra que está sendo prejudicada pela falta de médicos no ambulatório. “Está muito difícil para pegar receita, a última vez que conseguimos foi há mais de dois meses e os remédios dela, que são para transtorno bipolar, já acabaram”, disse Ezequiel da Silva. Ele está indignado com o descaso, já que a mulher passa muito mal sem a medicação correta.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que para resolver a situação tem realizado concursos públicos, mas que no último processo seletivo realizado, apenas uma pessoa se inscreveu. O médico foi contratado e começou a trabalhar ontem, de acordo com a Secretaria.
“Nas UBS’s (Unidades Básicas de Saúde) o médico clínico faz o acompanhamento com o paciente estável. Nas crises, o paciente pode ser encaminhado ao Pronto de Socorro “Álvaro Azzuz”, que conta com psiquiatras para urgência e emergência”, disse responsável pela Secretaria de Saúde, José Conrado Netto, sobre alternativas ao ambulatório.
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