Sem cadeiras nas salas, alunos da escola estadual “Prof. Agostinho de Lima Vilhena”, no Noêmia, afirmam que precisaram assistir aulas sentados no chão. A situação, que de acordo com as reclamações vem sendo enfrentada desde o início do ano, revolta alunos que realizaram um protesto na última semana, ameaçando não participar das aulas até que o problema seja solucionado.
“Minha filha, que está no 8º ano, precisa chegar mais cedo para tentar pegar uma cadeira. Algumas vezes eles precisaram andar toda a escola para tentar encontrar cadeiras sobrando em outras salas e perdem boa parte da aula”, disse uma mãe que pediu para não ser identificada.
A mesma situação foi relata por alunos do 1º ano do ensino médio, que afirmam já terem feito provas sentados no chão. “Dia desses tive uma avaliação e fiz sentada no chão com as folhas apoiadas no caderno para conseguir, mas é complicado e isso prejudica o nosso estudo”, disse a menina de 15 anos.
Outra mãe relatou que até algumas discussões já surgiram em decorrência da situação. “São estudantes que querem estudar, mas sem as cadeiras fica complicado, né? Imagina você chegar e ter que disputar com os amigos um local para sentar? Meu filho até me contou de algumas brigas, provocadas por toda essa situação. Sei que os próprios alunos são responsáveis por quebrar muitas cadeiras, mas todos não podem pagar pelos erros de alguns”, afirmou.
Justificativas
A diretora regional de ensino de Franca, Maria Luiza Franco Nery Machado, afirmou, na tarde de ontem, que o problema já foi temporariamente solucionado com o auxílio de cadeiras remanejadas de outra unidade. Posteriormente, novas cadeiras devem ser recebidas pela escola.
“Provisoriamente, assim que recebemos as queixas, na semana passada, já encaminhamos as 20 carteiras que faltavam para a escola. Além disso, novas unidades já foram solicitadas ao Estado, mas é preciso um tempo para que elas cheguem na cidade.”
Ainda segundo a diretora, a Diretoria de Ensino vai apurar o que pode ter motivado a possível demora na comunicação, por parte da escola, sobre o problema, mas negou que ele exista desde o início do ano. “A direção da escola nos informou que muitas cadeiras foram quebradas, em atos de vandalismo e a própria unidade tentou resolver a situação, isso pode ter provocado a demora, mas o caso será apurado para sabermos o que aconteceu exatamente. O que podemos afirmar é que isso não se arrasta desde o início do ano”, disse ela.
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