Morreu no dia 15, 5h15, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, José Geraldo Geraci. Tinha 37 anos. Em janeiro, voltando de bicicleta para casa, sofreu gravíssimo acidente na região do viaduto da rodovia Cândido Portinari. Seu veículo se chocou com a amurada do córrego dos Bagres e ele caiu no canal, sofrendo trauma craniano, fratura de fêmur e hemorragias.
Socorrido pelo Samu, foi levado à Santa Casa e ficou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por 14 dias. “Com a força de vontade de viver e com os cuidados que recebeu, meu irmão conseguiu sair da UTI depois desse período, mas ficou acamado. Acabou com pneumonia e ficou internado até abril”, disse o irmão Jesuíno. Na ocasião, médicos declararam à família o real estado de José Geraldo. Não havia mais procedimentos médicos a serem feitos e disseram que conviver com a família seria o remédio mais adequado à luta que ele empreendia. “Não tínhamos recursos para contratar cuidadores e, então, eu e minha noiva, Sandra, tomamos aulas com enfermeiros e médicos, para cuidar dele. Aprendemos o que pudemos. Fizemos o que pudemos, dia após dia. De quando em quando o levávamos novamente ao hospital para novos exames. Foi assim que, dia 14 de junho, ele foi diagnosticado com insuficiência de órgãos, e novamente internado. Deixou de sofrer na madrugada no dia 15”, disse Jesuíno.
Era filho de João Jonas Geraci de Sousa, já falecido, e d. Aparecida Geraci Sousa. Teve, além de Jesuíno, mais três irmãos (João Batista, casado com Madalena; Maria Aparecida, casada com Cléber Dionísio; Maria de Fátima, casada com José Carlos Pento). Dos enlaces dos irmãos, foi tio de João Felipe, Luizinho, Ana Laura, Noemi, Paulinho, falecido; Mara, Ingrid, Amon e Jamile. Deixou, viúva, Cristiane, após 16 anos de casamento, e duas filhas, Clara e Sara.
“José Geraldo foi um bom irmão, cunhado, excelente pai e marido. Estava morando em Cássia/MG, com a mulher e filhos. Arranjou emprego como servente de pedreiro em Franca, dois meses antes de se acidentar. Voltava à sua casa de 15 em 15 dias, doido de saudade da mulher e das filhas. Nunca fugiu do trabalho, e pegava o que surgisse. Trabalhou carpindo terrenos; em granja de frangos perto de Cássia, na Couroquímica, na Colifran e na Marka. Também trabalhou, e muito se orgulhava disso e da amizade que fez com o repórter fotográfico Dirceu Garcia, no Comércio da Franca. Na empresa, foi encartador e, depois, aprendiz de impressora”, disse o irmão.
“Nunca me esquecerei dele. A primeira vez que fui à sua casa, ainda como namorada de seu irmão, foi o primeiro a me abraçar — eram abraços de verdade, os mesmos que dava à mãe, aos irmãos, à mulher, às filhas, a quem gostava muito — e a dizer que eu era muito bem-vinda à família. Com o acidente, sofreu muito, e sofremos junto com ele. Não havia como não gostar dele. Deus o levou e o levou muito jovem. Certamente está agora perto do Pai, alegrando a todos”, concluiu Sandra.
Velório e sepultamento foram realizados com serviços da Funerária São Francisco, no Cemitério Santo Agostinho, dia 15, 16h30.
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