Morreu dia 13, 12h15, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto, a senhora Ivone Aparecida Leocadio. Tinha 67 anos. Pelos últimos nove anos, lutou contra câncer, e todo o tratamento foi realizado no HC. ‘Jamais poderemos agradecer, com a força devida, o que as equipes do HC e da Unidade de Emergência do HC fizeram por mamãe. Se ela conseguiu sobreviver tanto tempo apesar da doença que lhe causou tanto sofrimento, foi pela competência dos médicos e enfermeiros daquele hospital. Chegávamos lá com ela dolorida e eles, humanos demais, conversaram, riam, a animavam e a nós também. O clima que oferecem aos doentes que lá se tratam é o melhor do mundo. Na pró-xima semana vou voltar para agradecer-lhes. Nossa família é eternamente grata àquela gente boa’, disse o filho Weverton.
Ivone teve 38 anos de casamento com o contabilista Mário Alves Camargo. Estava viúva há 12 anos. Do enlace, dois filhos (Wellington e Weverton, casado com Tatiane), e três netos, Rodrigo, Leonardo e Sofia. ‘Nossos pais foram acostumados ao trabalho desde muito cedo. Ele abriu seu escritório de contabilidade depois de se formar e fez boa clientela. Mamãe, antes do casamento, traba-lhou em curtume. Dizia sempre que crianças preci-saram trabalhar deste cedo, ao contrário do que as leis de hoje exigem. Ninguém, dizia, que começou muito jovem, se tornou gente do mal. Aprendemos, eu e meu irmão, e estamos ensinando o que ele nos legou, a nossos filhos’, disse o filho.
Ivone foi uma mulher determinada. ‘Era durona, não admitia nada errado, exigia bastante de todos nós. Quando necessário, distribuía tapinhas carinhosos, necessários a nos tornar gente séria. Nós a amávamos da mesma forma que a papai. Ele era mais tranquilo. Os dois, juntos, mas cada um a seu jeito, construíram nossa segurança. Atingida pela doença, mamãe se tornou mais dependente de nós e de suas duas irmãs, Maria e, especialmente, Izilda, que, lá em casa, além de olhar por ela, lavava, co-zinhava. Temos, também com essas nossas tias, grande dívida de gratidão’, concluiu Weverton.
O velório de Ivone aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado no Cemitério da Saudade às 14 horas do dia 14. Devota de Santa Rita de Cássia, Ivone terá missa de sétimo dia por intenção de sua alma ama-nhã, dia 20, na Igreja São Judas Tadeu, às 19h30 horas.
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