Vulnerável, aterro de galhos se transforma em lixão


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Entulho no aterro que deveria servir apenas para o descarte de resto de árvores. Prefeitura admite que controle não é adequado
Entulho no aterro que deveria servir apenas para o descarte de resto de árvores. Prefeitura admite que controle não é adequado
Com a inauguração do aterro sanitário, localizado na saída de Franca para São José da Bela Vista, há dez anos, o antigo lixão que funcionava na Fazenda Municipal, fundos do City Petrópolis, foi desativado. Parte da área foi preparada e se transformou em um depósito de galhos. Só tem autorização da Cetesb para receber materiais de fácil decomposição, como tronco de árvores, capim, serragem e restos de madeira que são retirados das ruas da cidade. A entrada de lixo doméstico e resto de construção não é permitida. Na prática, porém, a realidade é outra por conta da falta de controle da Prefeitura.
 
O aterro de galhos não tem portão. O único vigia do local, que é jardineiro, não estaria lá para vigiar coisa alguma, mas por suposta represália do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). “Me colocaram aqui para me punir, pois tive participação ativa nas greves dos servidores”, disse Paulo Dimas. Ele só trabalha no horário de expediente e em dias úteis. Não há substituto.
 
Diariamente após as 17 horas, aos sábados, domingos e feriados, qualquer um ponde entrar no terreno e jogar o que quiser. A falta de proteção coloca a perder o trabalho de recuperação feito no espaço e começa a ressuscitar o antigo lixão.
 
No aterro onde só deveria haver galhos de árvores, brotam pneus, colchões velhos, carcaças de televisão, latas de alumínio, restos de comida e montanhas de entulhos de construção, entre outros tipos de lixo. “Isto jamais poderia estar acontecendo, pois causa danos ao meio ambiente. Há locais específicos na cidade para a destinação do lixo doméstico e de entulho”, disse a vereadora Valéria Marson (PSD).
 
A Prefeitura admite que o controle não é adequado e afirma que tomará providências. “Já colocamos portão lá, mas o pessoal quebra tudo. Infelizmente, temos várias áreas públicas em Franca onde as pessoas jogam de tudo. Periodicamente, limpamos os resíduos que não são pertinentes para aquele terreno. Tiramos de lá e levamos para o aterro sanitário”, disse o secretário de Serviços e Meio Ambiente, Ismar Tavares.
 
O barraco que foi improvisado pelo servidor Paulo Dimas para servir de abrigo será derrubado e deverá dar lugar a uma guarita. “Deixamos a entrada aberta para as empresas que fazem podas de árvore irem jogando os troncos lá, mas teremos que tomar medidas para fechar fora do horário comercial”, completou Ismar.
 
Paulo Dimas deixará de trabalhar no aterro até o dia 2 de julho. Quarta-feira, ele protocolou processo na Prefeitura para se desincompatibilizar. Deverá ser candidato a vereador pelo PDT.
 
 

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