Para desânimo do ainda esperançoso torcedor do Franca Basquete, o jogador Nezinho disse adeus nesta semana. Após uma temporada irregular (disputou 19 das 33 partidas no NBB 8), o jogador, que chegou com o status de salvador da pátria, deixa o time numa situação melhor do que aquela que se deparou ao chegar. Para reconhecer o feito, ainda que se considere singelo, é necessário recordar o que era o Franca Basquete, dentro de quadra, antes e depois de Nezinho.
Até a sua chegada, o principal defeito da equipe era o setor de armação. Os jogadores (Thiaguinho e Matheus) que estavam incumbidos de tal missão, não conseguiam fazer a bola chegar aos arrematadores, fosse nos alas (Bruno, Schneider e Antônio), fosse nos pivôs (Mathias, Kurtz e Erick). A bola girava, girava e girava sem a objetividade necessária. O time quase foi rebaixado no Campeonato Paulista.
Afinal, o que faltava ao time do técnico Lula Ferreira? Faltava material humano. Faltava um jogador com a experiência, a técnica e, sobretudo, a inteligência tática do Nezinho. No seu jogo de estreia, diante do Macaé no Pedrocão, a evolução do time em quadra saltou aos olhos de quem o acompanhou no Paulista e via aquela partida pelo NBB 8. A bola que até então “queimava” na mão dos jogadores francanos, foi agasalhada com classe e elegância pelo armador estreante.
Com o anúncio da saída do Nezinho, é preciso reconhecer que o sentimento que fica no torcedor francano não é nenhum pouco o famoso: “já vai tarde...”. Ao contrário, ouve-se “que pena...”, “mas já...”! Pode-se dizer que o relacionamento entre o Franca Basquete e Nezinho é semelhante àqueles namorados que curtiram um tempo junto e, em razão de projetos de vida diferentes, resolveram colocar fim à parceria.
Assim o sentimento que fica é: “foi bom enquanto durou...”.
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