O inquérito da Polícia Civil sobre o atentado sofrido por Ana Hickmann foi concluído. O ataque aconteceu no dia 21 de maio. Rodrigo Augusto de Pádua, de 30 anos, invadiu o hotel em que Ana estava hospedada, em Belo Horizonte, e ameaçou matar a apresentadora. Ele foi morto pelo empresário da ex-modelo e apresentadora.
A Justiça e o Ministério Público decidirão se o inquérito será arquivado. O delegado Flávio Grossi explica que as investigações apontam que Rodrigo possivelmente tinha a intenção de matar a apresentadora. Ele alega, porém, que "falar objetivamente que ele queria matá-la, é um pouco ousado". Um pen drive e um celular que pertenciam a Rodrigo foram examinados e continham 10.480 fotos, sendo que a maioria das imagens era referente a Ana Hickmann. "O pen drive e o celular demonstram o que já estava bem sedimentado, que é essa obsessão de Rodrigo por Ana Hickmann. Nós temos cerca de 10.480 fotos, a maioria referente à Ana Hickmann, montagens com declarações de amor e montagens de cunho sexual", revela Grossi.
A perícia também descobriu que Rodrigo fez pesquisas na internet sobre o uso de detectores de metal no hotel e se a munição calibre .22 era mortal. “[Rodrigo] escolheu a munição 38, chamada SLP+, que é especial, com maior força de entrada e teve o cuidado de escolher um projétil que é aquela parte de chumbo que fica. Ele escolheu uma bala que ter uma perfuração no meio, a qual é expansiva, ou seja, quando ela atinge o corpo, ela expande. Ela é mais lesiva", contou o delegado ao site G1.
Um papel contendo anotações de Rodrigo mostra que o crime foi planejado e que caso o atentado no hotel não funcionasse, ele seguiria para o evento no qual Ana se apresentaria. O rapaz chegou a se cadastrar para participar do evento. Em último caso, Rodrigo planejou ainda interceptar a apresentadora quando ela fosse ao aeroporto.
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