Abandono e violência contra idoso é comum em Franca


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O lar de idosos São Vicente já recebeu casos de idosos abandonados, explorados e, também, agredidos pelos próprios filhos ou outros familiares
O lar de idosos São Vicente já recebeu casos de idosos abandonados, explorados e, também, agredidos pelos próprios filhos ou outros familiares
Uma mulher de 72 anos foi abandonada pelo próprio filho, no bairro Leporace. O homem se apossou de sua aposentadoria da mãe e chegou até a fazer empréstimos no nome dela. A situação que indignou francanos está longe de ser rara na cidade. Autoridades ligadas a entidades de atendimento ao idoso, relataram que o problema da negligência e, também, da violência contra o idoso é muito comum em Franca. “Infelizmente vemos com muita frequência, por exemplo, filhos que vão receber a aposentadoria dos pais e, ao em vez de usarem o valor em prol da mãe ou do pai, se apropriam do benefício”, disse a delegada Graciela Ambrósio da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).
 
Além da DDM, que cuida principalmente da parte criminal dessas situações, Franca tem outros serviços que procuram formar uma espécie de rede de apoio aos idosos e ajudar a minimizar o problema. É o caso do Comuti (Conselho Municipal da Terceira Idade de Franca), que atua com políticas de atendimento à pessoa idosa. O órgão destaca que casos de abandono, maus tratos e negligência têm crescido na cidade. “Percebemos o aumento de vários tipos de violência contra idosos e a maioria acontece dentro da própria casa, por filhos e netos”, disse a presidente do Comuti, Lucélia Cardoso.
 
No Lar São Vicente, alguns idosos passam a ser atendidos no local após casos de abandono, maus tratos e desestruturação familiar. “Em casos de abandono ou violência, a Promotoria pede vagas aqui para acolhermos esse idoso. Também vêm para cá pessoas que não têm famílias com condições econômicas para cuidar delas”, disse o presidente do lar, João Resende. Ele relata que, por meio do trabalho do lar, acabam tomando contato com casos de abandono, de pessoas que exploram idosos financeiramente e, também, de parentes que mexem com drogas e agridem os pais. 
 
A assistente social do Lar Eurípedes Barsanulfo, Bruna Pereira, destaca que violência não ocorre apenas de forma física, mas também psicológica. “O idoso sofre, muitas vezes, o isolamento dentro da própria família, sendo deixado de lado na rotina de gerência da casa ou sendo considerado como peso da família”, disse a assistente social.
 
Segundo ela, a internação em lares é sempre visada quando a família tem dificuldades e isso é um hábito cultural. “Temos trabalhado para que os idosos não percam o vínculo com a família, a preferência é para centros que não sejam de atendimento integral e que possibilitem essa maior ligação com os parentes”, explicou.
 

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