Morreu no dia 16, por volta de 16 horas, em propriedade rural, o senhor Itamar Raimundo Souto. Tinha 55 anos. O atestado de óbito registrou infarto agudo do miocárdio. ‘Papai estava em companhia de vizinho, seu amigo. Pretendiam co-lher laranjas para nos trazer. Estavam rindo, brincando. Em certo momento, queixou-se de tonteira, e se sentou. Segundo nosso vi-zinho, papai perdeu rapidamente a consciência. Para o médico que constatou o óbito, ele morreu subitamente. Não haveria mesmo o que fazer’, disse a filha Ana Paula. Itamar era hipertenso. Há sete anos, enfrentou um infarto mas conseguiu se recuperar sem sequelas.
Nasceu em Passos (MG). Em Franca, em um parque de diversões, conheceu Rosana Maria de Souza Souto, com quem namoraria, noivaria e se casaria em pouco tempo. ‘Se viram e se gostaram. Tiveram 33 anos de casamento’, disse a filha.
Do enlace, Itamar e Rosana tiveram cinco filhos (Fransérgio, Ana Paula, empregados em fábricas de calçados; Alex, funcionário de Lava-Jato; Daiane, empregada em fábrica de bolsas; Felipe, estudante) e cinco netos (Isaac, Francine, Maria Vitória, Guilherme e Gustavo).
‘Trabalhou duro por toda a sua vida. Quis que nada faltasse à sua família. Primeiro, dedicou-se à pintura de paredes e o fez por décadas. De uns anos para cá, maioria dos filhos já empregados, nossa vida me-lhorou muito. Ele, então, mais tranquilo, se dedicou à venda de verduras a varejo. Tinha boa clientela. Mamãe foi sempre solidária na composição da renda da família. Excelente cozinheira, traba-lhou por muitos anos em restaurantes da cidade’, disse Ana.
Segundo a filha, seus pais estiveram sempre juntos, preocupados com a boa formação dos filhos. Dividiram as tarefas da criação segundo seus jeitos de ser. ‘Mamãe foi dona de casa, trabalhou fora e, incansável, nunca se descuidou de nós. Sempre foi firme com a gente. Endurecia quando tinha que ser. Papai era sério, muito determinado mas era, também, mais maleável. Quando a gente precisava de algo mais difícil, falávamos com ele, e ele, com mamãe. Foi nosso negociador. Sempre nos disse que o trabalho, seja qual for, é sempre digno e é o único caminho prá gente se dar bem na vida. Posso dizer que foram e que serão sempre, pai e mãe como poucos. Com ele se foi parte importante do que nós’, concluiu Ana.
Velório e sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, aconteceram no Cemitério Santo Agostinho ontem, dia 17, 16 horas.
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