Como sempre, Franca continuará de joelhos


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O município de Franca sempre dependeu de Ribeirão Preto para conseguir benefícios e liberação de verbas. Tanto governo federal como o estadual transferiram para a vizinha cidade, a menos de 100 quilômetros de distância, regionais de órgãos que tomam decisões a respeito de aplicações, investimentos e benefícios. Hoje, o francano que precisa da Polícia Militar só consegue o auxílio de uma viatura depois de passar por um atendente em Ribeirão Preto. As reclamações são muitas, já que diversas vezes aconteceu do telefonista não ter conhecimento da cidade, causando transtornos não apenas à vítima, mas também aos integrantes da viatura que são direcionados para pontos completamente opostos. No decorrer dos anos, Franca se viu órfã, já que a maioria dos escritórios regionais, como o do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) foram deslocados para Ribeirão. Até o call center da CPFL Paulista (responsável pela distribuição de energia elétrica diversas cidades da região, incluindo Franca) está instalado fora daqui, em Campinas.
 
Mesmo tendo conseguido se tornar sede de região administrativa décadas atrás, liderando 23 municípios, Franca sempre foi relegada a segundo plano nas decisões, vivendo à sombra de Ribeirão. Agora, vamos continuar nessa condição, com a aprovação pela Assembleia Legislativa de SP, da lei complementar que cria RMRP (Região Metropolitana de Ribeirão Preto), composta por 34 municípios. Apresentada pelo governador Geraldo Alckmin, a matéria deve ser sancionada em breve. Com isso, nosso município perde mais um naco de sua pouca representatividade, principalmente junto ao governo paulista. Além disso, vê sua Região Administrativa reduzida em seis municípios, que foram incorporados na Região Metropolitana de Ribeirão.
 
O que se estranha é que durante toda a movimentação para se criar a RMRP, nenhuma de nossas forças representativas se levantou em defesa da cidade. O mesmo já tinha ocorrido em outras oportunidades, quando o município aw viu prejudicado por decisões impstas de cima a baixo. Franca, por sua importância, não merecia continuar sendo o “primo pobre”. Não seria o caso de lideranças da cidade e dirigentes de entidades se manifestarem a respeito? Será que Franca continuará calada?
 
 
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