PIB da região de Franca cai 5,8%; no 1º trimestre


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O PIB (Produto Interno Bruto) da região administrativa de Franca encolheu no primeiro trimestre de 2016. Levantamento divulgado nesta semana pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), por meio do Boletim Radar Regional, mostra que a soma de bens e serviços produzidos na região recuou 5,8% em relação aos últimos quatro semestres. Das 16 regiões do Estado de São Paulo, Franca foi a que teve o terceiro pior resultado.
 
Segundo o estudo, o desempenho da regional, que foi ainda pior que a queda estadual (5,1%), teve como agravante as retrações sofridas pela indústria, agropecuária e serviços. No caso da indústria, a queda foi de 8,8% em decorrência principalmente do comportamento de dois fortes segmentos: o de alimentação (produção de açúcar) e o de calçados. “Pelo que os dados indicam, o desempenho desses dois segmentos foi ruim, por isso, Franca não descolou da crise”, disse o gerente de Indicadores Econômicos do Seade, Vagner Bessa. “A economia regional é complexa, movida pela indústria, mas a agropecuária também tem seu peso mas, diferente do esperado, não houve crescimento nesses setores no primeiro trimestre.”
 
Para o presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, o começo do ano para as fábricas não foi positivo como era esperado. Ele justifica que, diferente dos anos anteriores, as admissões da sazonalidade não tiveram continuidade no decorrer dos meses. “O número de empregados está menor, caímos em produção de pares e também em faturamento. Tínhamos uma previsão para 2016 que já sabemos que será difícil atingir, não temos boas expectativas”, disse ele.
 
Na agropecuária, uma das explicações para a baixa produtividade do período (- 5,2%) está relacionada à entressafra das duas principais culturas da região: a cana e o café. “Como não tem colheita, não tem faturamento, o que deve mudar para esse segundo trimestre, pois as duas culturas estão com boas expectativas de safra. No café, devemos ter recorde de produção”, disse o engenheiro agrônomo da Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) de Franca, Joel Leal Ribeiro.
 
Além da indústria e da agropecuária, o setor de serviço também não apresentou resultado satisfatório. De acordo com o Boletim Radar Regional, entre janeiro e março desse ano, a retração no setor foi de 3,3%. “As quedas nos dois outros setores causa impacto no emprego, que reflete no consumo e nos serviços”, completou Bessa.
 

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