Casal de lésbicas denuncia médico por declarações preconceituosas


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Um casal de lésbicas denunciou um médico após sofrerem agressões verbais na madrugada de quarta-feira, dia 15, em Goiânia.

Angélica Santana, de 27 anos, contou ao site G1 que ela, a namorada e uma amiga estavam em um posto de combustíveis quando foram abordadas pelo médico pneumologista Ricardo Dourado. O médico teria se aproximado das três mulheres e começado a passar a mão nas costas das jovens. “Ele já chegou muito intimidador, pegando na minha amiga, depois na minha namorada, passou a mão em mim. Eu falei ‘para por favor’. Foi a hora que a Giovana falou ‘por favor, não encosta na minha namorada’, pra me defender. Aí ele começou com o discurso homofóbico", explica Angélica.

Após ouvirem algumas ofensas, as mulheres decidiram gravar o discurso preconceituoso de Ricardo. No vídeo, o médico diz que “veado, gay, se pegar, tem que matar. O mundo não é pra isso, as aberrações, esquece isso”. “Vai atrás de um homem bom pra você. Casa, vai ter filho. Isso é o normal. Vocês querem o anormal? Vocês vão lutar contra? O dia que você pular num rio, você nada contra a correnteza”, continua o médico.

Por telefone, Ricardo confirmou ao G1 que a discussão realmente aconteceu e acusou as mulheres de estarem "se exibindo". “Eu só pedi respeito em um ambiente público, elas não quiseram. Se eu falei isso, de morte, infelizmente, falei sem ver, peço até desculpas, porque não é isso. Como médico, eu não vou querer matar ninguém, é lógico. Acho até incabível essa colocação, posso ter falado lá como qualquer um fala quando está exaltado”, afirmou Ricardo.

O médico alegou que havia bebido e não se lembra do que disse na ocasião. Ricardo explicou que esta não é a primeira vez que se envolve em uma confusão com um casal de lésbicas. “Eu já tive cenas horríveis, uma vez fui para uma pousada, tinha lésbicas lá, as meninas beijando na piscina, com minha filha lá menor de idade”, conta o médico.

Ricardo revela que vai processar as mulheres por terem divulgado o vídeo e por expor a imagem dele. "Ela não podia ter me agredido profissionalmente, porque ela cometeu um crime e vai pagar por isso. Ela foi muito irresponsável por colocar a minha profissão na denúncia, pegar fotos minhas. Ela não podia associar o vídeo à minha profissão de médico”, continua Ricardo. O médico não considera que tenha cometido crime em suas declarações sobre o casal de lésbicas.

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