Morreu Hued Marinho


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Hued Marinho foi sepultado dia 14, no “Parque das Oliveiras”.
Hued Marinho foi sepultado dia 14, no “Parque das Oliveiras”.

Morreu às 15h30 do dia 14 de junho, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Coração da Fundação Santa Casa de Misericórdia de Franca, o senhor Hued Flávio Lobato Marinho, mineiro de Pará de Minas, aos 69 anos.

Diabético, enfrentou várias internações nos últimos anos, em virtude de descompensações orgânicas causadas pela doença. “Ele teve infecções nos pés, nas pernas, ficou debilitado, mas sempre se manteve firme, especialmente quanto a continuar exercitando seu trabalho de recondicionamento de baterias automotivas, que criou e tornou referencial em Franca”, disse a filha.

No dia 9, internado em razão de insuficiência cardíaca e problemas renais, Hued empreendeu sua última luta. “No domingo, dia 12, entrou em estado de coma irreversível. O atestado de óbito registrou parada cardiorrespiratória. Seu organismo, simplesmente, deixou de funcionar”, disse o genro Raul.

Casou-se em Belo Horizonte (MG) com Lina Maria Ribeiro Marinho. Viveram 47 anos juntos. Do enlace, três filhos (a microempresária Juliana, casada com o advogado Raul Roberto de Souza Faleiros Filho; o vendedor Hued, casado com a cabeleireira Fabíola; o mecânico Luís Gustavo, casado com a comerciária Karla); quatro netos (Mariana, Carolina, casada com Frederico Vieira, o Fred; Maria Eduarda, e Hugo), e um bisneto, Henrique.

Os primeiros anos da vida em comum foram vividos em Pará de Minas (MG). Lá, nasceram os filhos. Hued foi dono de lanchonete, , de granja de suínos e de uma transportadora. “Foi um empreendedor na exata expressão da palavra. O que imaginava, criava e punha pra funcionar. Ele e Lina criaram os filhos ensinando o valor do trabalho e da necessidade de nunca parar”, disse Raul.

A primeira filha do casal, Juliana, casou-se em Franca e veio residir aqui em 1989. Dois anos depois, cidade aprovada por ela, vieram os pais e outros irmãos, Hued já de olho em representação de calçados. “Atuou na área por 4 a 5 anos. Comprava calçados e os revendia pra lojas, especialmente em Minas Gerais”, disse a filha.

“Era também um exímio eletricista de veículos. Querendo tirar viagens rotineiras de sua vida, abriu uma auto-elétrica, e fez boa clientela. Com o tempo passando, detectou área de atividade que se tornaria a referência de sua vida, a compra e o recondicionamento de baterias automotivas. Encontrou, nos estacionamentos de veículos da cidade e da região, bom mercado. Atuou até março deste ano. De lá para cá, papai não foi mais o mesmo por causa do diabetes, mas enfrentou tudo com a força de sempre e foco em ficar bom de novo e retomar suas atividades”, disse Juliana.

Além de empreendedor, Hueb, espírita, fez diferença também na vida dos menos favorecidos. “Trabalhou na Casa de Sopa Albertinho Ferrante, no bairro São Luiz, e fez disso um compromisso de vida. Também ia rotineiramente no IMA - Instituto de Medicina do Além, criado por João Berbel. Além de marido caseiro e amoroso, excelente pai, avô e bisavô, auxiliou muitos a alcançarem melhoria de vida. Dizia que era o mínimo que tinha que fazer pelo tanto que recebeu da vida, dos amigos, de seletos e tão bons clientes. Papai foi um homem do bem, e não há como reparar a dor de sua perda”, concluiu Juliana.

Seu velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Tedesco, foi realizado no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, dia 14, 14 horas.

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