“Restará, para sempre, o vazio de seu jeito bravo, mas amoroso de ser”
Morreu às 2h15 da segunda-feira, dia 13, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Luzete Teixeira Ferreira, aos 61 anos. No dia 6, depois de passar por atendimento no NGA de Franca, foi internada para aprofundamento de diagnóstico. Era diabética, e estava sofrendo frequentes crises renais. Por conta de medicamentos, passou a se queixar também de dores no estômago, o que a conduziu a alimentar-se cada vez menos.
“Mamãe foi lavradora, e a vida simples e dura na terra, a tornou uma guerreira. Nunca se queixou de nada. Nos últimos meses, a vimos dolorida, e isso foi muito ruim. Nós a levamos em várias consultas. O diabetes judiou dela e ela passou a ter crises renais. O tratamento foi difícil e ela foi ficando cada vez mais debilitada. Na semana da internação, ela não reagiu com a força que sempre demonstrou. Então nós a perdemos”, disse o filho Edson.
Ela era natural da zona rural de Salinas (MG). “Meus avós eram lavradores e todos os filhos ganharam a vida na terra. Depois de um tempo, vários deles saíram de lá, em busca de novas oportunidades. Mamãe se casou e ela e meu pai trabalharam na lavoura em São Thomaz de Aquino (MG), Itirapuã e Patrocínio Paulista (SP), antes de virem para Franca”.
Com seu marido - hoje viúvo -, Antônio Ferreira, Luzete teve 44 anos de casamento, sete filhos (Vanderlei, casado com Elaine; Fernando, casado com Márcia; Antônio Marcos, o Marquinho, casado com Tuti; Antônio Filho, o Nenzinho; Edson, viúvo há cinco meses de Nilsélia, a Nil; Andréia, casada com Anízio Ferreira de Souza; Paulo Roberto, o Fuquinha, casado com Camila), e catorze netos (João Vitor, Mateus, Taiane, Fernanda, Emily, Samuel, Samara, Gustavo, Jennifer, Luís Fernando, Nicole, Isabelle, Carlos e Gabrielle).
Para garantir proximidade de escola para os filhos, Luzete e Antônio decidiram-se por Franca. Poucos recursos, fizeram o que puderam para compor renda capaz de sustentar a família. Ele trabalhou por 12 anos como cobrador, na Empresa São José. Ia aonde houvesse oportunidades. Foi porteiro, ajudante geral em empresa de serviços de reparos e, também, na coleta seletiva. Ela vendeu roupas. Formou boa clientela e trabalhou até poucos meses antes de enfrentar as dificuldades de saúde que a levariam à morte.
“Papai e mamãe eram simples, mas queriam ensinar pelo exemplo. Então, quando precisava, o cinto cantava, mas não temos nenhuma mágoa, ou alguma triste lembrança das correções que, felizmente, nos deram”, disse Edson.
O velório de Luzete aconteceu no Regional do Aeroporto. “O pastor Luiz Carlos esteve lá. Ele se tornou amigo de meus pais desde a chegada de nossa família a Franca e à sua igreja, Chama Divina. Ele esteve sempre próximo. Na doença de mamãe, visitou ela sempre. Nós o agradecemos. Quanto à perda de mamãe, ficará, para sempre, o vazio de seu jeito bravo mas amoroso de ser”, completou Edson.
O sepultamento aconteceu no mesmo dia 13, no Cemitério Santo Agostinho, 16 horas, com serviços da Funerária Nova Franca.
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