Inocentes continuam pagando com a vida


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Na noite do último sábado, milhões de pessoas em todo o mundo se divertiam em casas noturnas, bares e restaurantes. Seria mais um sábado normal caso Omar Mateen, armado, não tivesse entrado na lotada casa noturna Pulse, em Orlando, nos Estados Unidos, e disparado contra os frequentadores. No final, 50 mortos (entre eles o atirador), além de 53 feridos, alguns em estado grave. É mais um ataque contra cidadãos inocentes provocado, ao que tudo indica, por um extremismo religioso que passa pela intolerância que já deixou milhões e milhões de mortos ao longo da história da humanidade. O atirador responsável pelo massacre na boate (dirigida ao público LGTB) teria mencionado ter laços com a Al Qaeda, o Hezbollah e o EI (Estado Islâmico), nos últimos três anos. Desde 2013, Omar Mateen vinha sendo investigado pelo FBI por seus comentários extremistas e foi entrevistado três vezes pela polícia americana, que não encontrou ligações suas com terrorismo.
 
O número de mortos faz do ato o pior ataque a tiros da história dos Estados Unidos. O último com proporções comparáveis foi o massacre de 2007, na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos. Este é o pior massacre terrorista em solo americano, depois do 11 de setembro. Embora o governo norte-americano evite ligar o ataque ao terrorismo, as inclinações de Mateen levam a esta constatação. A intolerância ao grupo LGTB também pode ser acrescentada nesta equação. Hoje, ninguém está a salvo. O mundo civilizado se indigna, critica e ainda não encontrou uma solução que dizime este tipo de indivíduo da face do planeta.
 
O mentor dos ataques de Paris em novembro do ano passado, Abdelhamid Abaaoud, instruiu simpatizantes do EI a manter reféns durante os ataques para exigir concessões da polícia, exatamente como Mateen fez durante sua ação na boate Pulse. Hoje, embora tenhamos uma sensação de que por aqui estamos a salvo, percebe-se que os brasileiros também podem ficar à mercê da intolerância (religiosa, de raça e de gênero). Nos Estados Unidos, onde os órgãos de segurança estão bastante atentos às ameaças terroristas depois dos ataques às torres gêmeas, quinze anos atrás, ainda não há uma solução que identifique padrões claramente e antecipe ações terroristas. Levantamentos indicam que, em seu plano original, o atirador de sábado pretendia agir na Disneyworld. Sua pretensão era, certamente, atingir inocentes de todo o mundo que visitam diariamente o parque.
 
 
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