Morreu ontem, 13 de junho, no Hospital do Coração da Fundação Santa Casa de Misericórdia de Franca, o senhor José Emílio da Silva. Tinha 70 anos. Portador do Mal de Chagas, viveu a maior parte de sua vida com a doença controlada. Com a idade, passou a enfrentar problemas cardíacos, especialmente debilidade física. ‘Meu avô, que sempre foi um homem dinâmico e disponível para com a família e as causas profissionais e de filantropia que abraçou, foi se reco-lhendo, e foi difícil vê-lo assim. Desde setembro do ano passado seu corpo perdeu força, braços e pernas se tornaram menos capazes de responder a seus impulsos. Quinta-feira, dia 9 de junho, o levamos ao Hospital do Coração para aquela que seria sua última internação. Lutou bravamente, mas falência múltipla de órgãos o venceu’, disse o neto Vinícius.
Deixou, viúva, a senhora Maria Rosa Santos Silva. Do enlace, dois filhos (Kátia Cirlene, casada com o empresário do setor de máquinas e ferramentas, Emerson Freitas Pereira; e Cléber José), oito netos (Vinícius, casado com Mariana; Rafaela, Isadora, João Gabriel, Kairo, João Paulo, Heitor, Lorena), e uma bisneta, Valentina.
Contabilista, José Emílio e Maria Rosa decidiram-se, logo após o casamento, em seguir para Santos (SP), onde havia oportunidade de trabalho no Porto para profissionais com sua formação. Lá, e em São Vicente nasceram os dois filhos do casal. José Emílio, com recursos do trabalho, iniciou faculdade de História e Estudos Sociais. ‘Vovô sempre pregou que o estudo é o caminho para melhorar de vida sempre. Antes de terminar a nova formação, recebeu proposta para voltar a Franca, e aceitou. Aqui, foi trabalhar na USE (União das Sociedades Espíritas) e permaneceu na instituição até a aposentadoria, utilizando-se dos novos conhecime-ntos que o ensino superior, terminados na Unifran, lhe garantiram. Seu jeito sério de ser, competência e dedicação ao trabalho o tornaram dono de excelente e respeitoso círculo de amizades’, disse o neto.
Foi, também, esportista. Torcedor do Santos e A.A. Francana, integrou o Conselho Administrativo da ‘Feiticeira’ e, depois, a convite, a direção do clube. ‘Estava sempre disposto a colaborar. Voluntariamente ajudou no transporte de internos do Lar de Ofélia, levando ao médico, acompanhando a exames, fazendo o que pudesse para auxi-liar a instituição a cumprir seus objetivos. Lá, e em tantas entidades, deixou amigos que aprenderam a que-rer-lhe bem’, disse Vinícius.
‘Meu avô foi cara sério no trabalho, pai, avô e bisavó alegre e brincalhão como poucos. Sua cultura era notável. Jamais deixou de ler, de se informar. Caseiro, adorava reunir a família para feijoadas e bom papo. Gostava de passari-nhos e cuidava deles como se cuida de quem se gosta. Nossa perda é imensa. Gostávamos de estar a seu lado. Há quatro semanas, ele já muito debilitado, organizamos mais um desses encontros, sem saber que seria o último com a presença dele em família. Estava feliz, lúcido. Alimentou-se muito bem. Depois disso, como que se apagou’, concluiu Vinícius.
Velório está acontecendo no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, será realizado hoje, 15 horas, no Cemitério Santo Agostinho.
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