Franca pode perder patrimônio histórico


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Há pouco tempo, nossa colega Lúcia Helena Maníglia Brigagão comentou em sua coluna, aqui mesmo no Comércio, a respeito da intenção da atual diretoria do tradicional Palmeiras F.C. o querido Palmeirinhas da Santos Pereira, de vender grande parte daquela área, justamente onde está o campo de futebol. Comentei em meu programa de rádio e aqui no Painel que seria realmente uma temeridade. O atual presidente do clube quis conversar comigo e lá estive pessoalmente e fiz ver a ele e alguns outros diretores que a intenção de construir um clube recreativo com parte do dinheiro da venda acabaria por desaparecer, exatamente como já vimos com outros clubes desse tipo, como o Clube dos Bagres, Bagres Country, Francaninha, sem contar o Comercial da Vila Monteiro, Fulgêncio, apenas para citar alguns. Os costumes e preferências mudaram muito. E Franca perderia aquele patrimônio, como já aconteceu no passado com o Hotel Francano, que podia ter sido reformado para receber uma Escola de Enfermagem, conforme o governador da época, Paulo Maluf, teria oferecido e que a prefeitura simplesmente ignorou. Mais recentemente, o prédio da AEC-Centro, que devia ter sido tombado pelo Condephat, também acabou sendo vendido e desfigurado para dar lugar a uma firma comercial. A prefeitura e o Estado gastaram muito mais do que o dobro, desapropriando imóveis para construir a Casa do Artista. E, agora, se o clube  vender aquela área, será o começo do fim da história do tradicional Palmeirinhas da Santos Pereira, fundado pela colônia italiana de Franca em 1917. Não deixem isso acontecer.

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