Morreu na madrugada da sexta-feira, dia 10, no Hospital do Coração da Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Maria Aparecida Guimarães, Cidinha, fotógrafa pericial da Polícia Científica de Franca. Tinha 60 anos. Fumante, problemas respiratórios e cardíacos aliados a diabetes, causaram profunda descompensação em seu organismo e produziram um infarto agudo do miocárdio, causa de sua morte.
‘Excelente policial, era exemplo de colaboração e proatividade para todos nós que com ela atuamos. Estava sempre disponível para qualquer trabalho na linha - na rua, segundo o jargão policial. Mesmo seus problemas de saúde não a detinham, chovesse ou fizesse sol, e em qualquer lugar, e em qualquer hora’, disse o perito e colega Edmilson Martins, que trabalhou com Cidinha por 13 anos.
Dona Cida, como também era conhecida, nasceu em São Paulo e veio para Franca ainda bebê, junto à família. Era irmã de Marlon Rodrigues, advogado presidente da 13ª Subseção de Franca da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Deixou viúvo, Reinaldo Silvio Guimarães, investigador de polícia aposentado. Antes de ingressar na PC, atuou como escri-turária em escola de Pedregulho (SP). Aprovada em concurso público para a função de fotógrafa pericial em 1994, dedicou-se a carreira onde se tornou conhecida e respeitada.
Edmilson lembrou-se de acidente gravíssimo ocorrido em maio de 2002, na chamada ‘Curva da Morte’ da rodovia Portinari, em Rifaina (SP), quando 20 pessoas, especialmente estudantes que viajavam de volta às suas casas depois de cumprirem jornada de estudos em faculdades francanas, morreram quando o ônibus que as conduzia se governou e despencou em precipício. ‘O trabalho e a postura de Cidinha foram exemplares. Ficaram marcados na memória de seus companheiros de perícia desde aquele dia trágico. Estava, como todos, muito triste, mas encontrou equilíbrio para trabalhar com a frieza necessária e concluir com excelência a dura missão que tinha a cumprir.’
Cidinha está sendo velada na sala 10 do São Vicente de Paulo. Será sepultada hoje, 16 horas, com serviços da Funerária Francana, no Cemitério Jardim das Oliveiras.
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