Os voluntários da ONG Secos e Não Molhados viveram uma noite de terror na quinta-feira, dia 9. Em seu perfil do Facebook, a voluntária e fundadora da ONG, Fátima Andrade Pires, relatou que seu veículo foi roubado. Em conversa com o Portal GCN, ela explicou que a situação foi bem mais tensa do que constava na publicação em rede social.
Fátima contou que os voluntários trabalhavam na confecção das fraldas descartáveis quando o interfone da ONG tocou, entre as 20h30 e 21h. O local, que fica na área central de Franca, não possui câmeras, portanto, não é possível saber quem está na porta. Fátima disse que a voz no interfone era muito semelhante a de seu filho. O homem teria dito “É eu (sic)”, quando a voluntária questionou quem estava na porta.
Fátima abriu a porta e já foi abordada por um desconhecido. “Um cara me pegou pelo braço e falava ‘Não embaça não, não embaça’”, lembra a voluntária. Em seguida, outros voluntários também apareceram. Fátima conta que este desconhecido gritava e afirmava que se alguém chamasse a polícia ou pegasse um celular, ele atiraria. O homem carregava uma mochila nas costas e não é possível garantir se ele estava armado ou não. Como havia idosos no local, os voluntários optaram por não reagir.
Fátima cita que havia três homens na ONG no momento e que eles tentavam conversar com o desconhecido e convencê-lo a deixar o local. O ladrão também cismou que um dos voluntários fosse médico e começou a discutir com todos os presentes, alegando que todos ali eram ricos e que ele era pobre, fazendo novas ameaças ao grupo. O desconhecido afirmava que outros comparsas estariam do lado de fora aguardando e, caso alguém tentasse reagir, ele os chamaria. “Penso que se fossem só mulheres [que estivessem na ONG quando o desconhecido entrou], poderia ser pior”, diz a voluntária.
Os momentos de tensão duraram cerca de uma hora, até que os voluntários convenceram o desconhecido a sair. Foi somente por volta das 22h30, quando a equipe deixou a ONG, que Fátima percebeu que seu carro, um Volkswagen Gol ano 2000, não estava estacionado em frente à ONG.
A voluntária chegou a fazer um apelo nas redes sociais. “Amigos, por volta de 22h30 desta quinta feira, roubaram meu carro, na porta da ONG Secos e Não Molhados. PRECISO MUITO DO MEU CARRO, POIS ESTOU CUIDANDO DE UMA GRANDE PROMOÇÃO ANUAL DA ONG E SEM CARRO NEM SEI COMO SERÁ”, escreveu a voluntária.
Na manhã desta sexta-feira, dia 10, a polícia ligou para Fátima e revelou que o carro foi encontrado. “[Estava] Todo depenado, sem os pneus, bancos e sem a direção.” A polícia contou à voluntária que há duas hipóteses sobre o roubo do veículo. O homem desconhecido poderia estar com outros comparsas e teria provocado todo o momento de tensão para distrair os voluntários, enquanto os demais criminosos levavam o carro de Fátima. A outra hipótese é de que o homem teria saído da ONG irritado e realizado o roubo do veículo em poucos minutos.
Ainda na quinta-feira, antes de ir para a ONG, Fátima foi até uma loja e pegou roupas e acessórios. Os objetos seriam usados em uma festa da entidade e estavam dentro do veículo, quando o mesmo foi roubado. A voluntária explica que as peças foram passadas a ela em consignação, deixando Fátima com um prejuízo de R$ 780.
Ela lamenta casos semelhantes que aconteceram em outras instituições sociais, como a Academia de Artes, o Iansa (Instituto de Apoio Nossa Senhora Aparecida) e a Amafem (Associação Mão Amiga de Amparo Feminino), que foram invadidas e roubadas ou furtadas nos últimos meses.
Sem condições de usar o carro e precisando continuar os preparativos do jantar Uma Noite No Velho Oeste, Fátima desabafa: “Ainda não sei como será realizado o serviço a partir de agora”. Apesar das dificuldades, a voluntária diz que “dará um jeito” de resolver todos os detalhes da festividade que acontece anualmente.
Neste ano de 2016, com o tema de Velho Oeste, Fátima conseguiu que o Uni-Facef patrocinasse a presença do maestro Nazir Bittar e Orquestra. A apresentação terá composições que relembram as músicas dos filmes de faroeste. O jantar conta com buffet à Siciliana, incluindo comida de boteco e bebidas.
O evento acontece no dia 3 de setembro, no Castelinho, às 21h. Os ingressos custam R$ 120 por pessoa e não é obrigatório estar vestido a caráter, ou seja, no estilo do Velho Oeste. Os ingressos podem ser adquiridos com os voluntários pelos telefones: (16) 99165-7988, (16) 99179-5585, (16) 99122-3916, (16) 99996-1873.
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