Ar-condicionado perturba vizinhos da Faculdade de Direito


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Aparelho de ar-condicionado da FDF incomoda moradores das proximidades, como o fisioterapeuta Marcos Naldi
Aparelho de ar-condicionado da FDF incomoda moradores das proximidades, como o fisioterapeuta Marcos Naldi
Um equipamento que faz parte do sistema de ar-condicionado da Faculdade de Direito de Franca tem gerado incômodo entre os vizinhos do prédio da instituição de ensino. O aparelho, chamado Chiller, que ajuda no funcionamento das cerca de 40 unidades de ar-condicionado da faculdade, é comparado a um avião em decolagem pelos vizinhos. O barulho constante do sistema tem tirado a paz de quem mora no entorno. 
 
Para solucionar o problema, os vizinhos do prédio já apelaram para a Polícia, para a Prefeitura e disseram que pretendem até entrar na Justiça se for preciso. “Já fiz boletim de ocorrência de perturbação de sossego, tenho também um abaixo-assinado entre os vizinhos e um laudo pericial que mostra que o barulho é excessivo”, disse o fisioterapeuta Marcos Vinícius Naldi, 39. O abaixo-assinado reúne cerca de 20 assinaturas da rua Cavalheiro ¶ngelo Presotto, que tem fundo para a faculdade, e também da avenida Major Nicácio.
 
O laudo da perícia aponta que o limite de decibéis deveria ser de 45 dB de noite e de 50 dB de dia, mas foi constatado 59 decibéis em uma medição feita em março, dentro do quarto do fisioterapeuta. “Apesar de tudo que fiz não houve nenhuma mudança, pretendo até entrar com uma ação judicial. Enquanto a faculdade não resolve, acho que o certo seria desligar o aparelho”, disse o morador.
 
O ruído começa já cedo, por volta das 6 horas da manhã, e segue até às 23 horas, atrapalhando os moradores o dia todo. A auxiliar de cozinha aposentada, Wilma Fontana Rocha de Morais, 67, é outra que está muito incomodada com o que chama de “turbina”. “Parece realmente um avião saindo do aeroporto, tenho que ficar com a casa fechada, assistir TV no último volume e não durmo direito”, reclamou a moradora. 
 
Ficar no quintal, que antes era um lugar de descanso, se tornou insuportável devido ao ruído. Para evitar os transtornos, ela até sai de casa quando possível em busca de tranquilidade. “Queremos que façam alguma adequação porque está afetando até a saúde da gente”, disse. Ela tem medo de desenvolver problemas auditivos por causa da exposição constante ao transtorno.
 
O aparelho de ar começou a funcionar em setembro do ano passado e os moradores argumentam que em a Faculdade de Direito, nem a Prefeitura têm tomado medidas firmes para solucionar o caso. “Já fizemos de tudo e ninguém dá a mínima para o problema”, disse a funcionária pública aposentada Elizabete Fontana Rocha, 60.
 
O ruído pode ser ouvido até por quem mora do outro lado da rua Cavalheiro Presotto, na parte que não faz divisa com a faculdade. “Mesmo a gente que está mais longe fica incomodada com o barulho e faz tempo que isso acontece”, disse a dona de casa Maria Paula Pereira, 56.
 
Solução
A máquina é como um grande compressor e, quando foi instalada, não havia orientações sobre o risco de barulho excessivo, de acordo com o assessor jurídico da Faculdade de Direito De Franca, professor José Saraiva. “Quando tomamos conhecimento, inclusive pela Prefeitura que nos notificou, fizemos um processo administrativo e entre março ou abril foi aberta uma licitação para contratar uma empresa para fazer um revestimento que diminua o barulho”, disse ele.
 
A expectativa é que até novembro deste ano o problema tenha sido solucionado, de acordo como professor. “Temos interesse de resolver essa situação e adequar o aparelho ao conforto dos vizinhos e às leis”, disse.
 
A Prefeitura de Franca informou, via assessoria de imprensa, que a divisão de Fiscalização de Obras e Posturas está acompanhando o caso e confirmou que notificou a Faculdade. Ainda segundo a assessoria, a instituição solicitou um prazo para providenciar as adequações necessárias.
 
 

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