Sob efeito de remédio, mãe tenta injetar sabão em filho


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Foto de arquivo mostra PS Infantil, local para onde a mãe levou o filho ao vê-lo passando mal
Foto de arquivo mostra PS Infantil, local para onde a mãe levou o filho ao vê-lo passando mal
Um drama familiar quase termina em tragédia na madrugada desta terça-feira. Uma jovem de 21 anos, que há dois meses sofre com problemas psiquiátricos, sob o efeito de uma superdosagem de calmantes, quase matou seu filho de dois anos.
 
Segundo o conselheiro tutelar Nélio César Lopes Pires, que atendeu a ocorrência, a jovem faz uso de um medicamento chamado clonazepan, cujo nome comercial é Rivotril. Em sua casa, na madrugada de ontem, ela teria tomado uma dose bem maior do remédio e também dado a seu filho. Vendo que o menino estava desfalecendo, com medo, ela decidiu procurar por atendimento médico e o levou até o Pronto-socorro Infantil. 
 
No PS, a mãe teria dito ao médico que a criança teria encontrado o medicamento em um lixo da casa. O médico e a enfermeira que os atenderam perceberam que a mulher também tinha a voz confusa e parecia estar zonza. Desconfiados, decidiram fazer uma pesquisa no histórico médico da mulher e descobriram que a mesma já havia tentado o suicídio. Preocupados, informaram que iriam acionar a polícia. 
 
A jovem, então, disse que precisava levar o menino, que estava tomando soro, ao banheiro. Dentro do banheiro, ela teria tentado substituir o soro por uma mistura de água e sabão líquido que havia no local para os pacientes lavarem as mãos. Como a mulher estava demorando, a enfermeira achou estranho e resolveu ir atrás. Ao abrir a porta, flagrou a jovem tentando fazer a substituição. 
 
A Polícia e o Conselho Tutelar foram acionados. “Quando cheguei percebi que a moça não estava bem. O menino não chegou a tomar a mistura de sabão. Ele foi levado para Santa Casa, onde passou por uma lavagem estomacal e agora passa bem”. 
 
A mãe foi para o Plantão Policial onde foi registrada a ocorrência. Depois foi levada para o pronto-socorro. “Ela tem um histórico de problemas psiquiátricos. Há dois meses vem lutando contra a depressão e, infelizmente, sob o efeito dos medicamentos, acabou cometendo esse erro”, disse o conselheiro. 
 
Segundo Nélio Pires, a moça não tem nenhum histórico de agressão contra o filho. “Pelo contrário, pelo que conseguimos apurar com a família e vizinho, ela cuida muito bem da criança. Ele é um menino saudável. Passou poucas vezes pelo médico. A casa onde moram é arrumada e limpa”, disse ele. 
 
O conselheiro informou que, em virtude do que ocorreu, por precaução, o menino está sob a guarda temporária da avó materna. A jovem está em casa e deve passar por avaliação de um psiquiatra para análise da necessidade de internação. “Conversei com ela nesta terça-feira. Ela admite que precisa de ajuda profissional. Se comprometeu a fazer o que for preciso para se recuperar”, disse Nélio. 
 

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