Morreu às 10h20 do dia 4 de junho, sábado, no Hospital São Camilo, na capital paulista, a senhora Carmen Maria Galhardo Rosa. Tinha 66 anos. No final de semana do Dia das Mães — 8 de maio — ela seguiu para São Paulo para passar o dia junto ao filho, Vitor, funcionário do setor de e-commerce do grupo Magazine Luiza. ‘Mamãe chegou com algum desconforto respiratório, mas tivemos um dia inesquecível. Ela gostava que eu cozinhasse para ela, e foi assim que foi. Habitualmente, ia a SP na sexta-feira e voltava no domingo, mas, naquele final de semana, resolveu ficar, para voltar na segunda-feira. Na madrugada da segunda-feira, teve uma crise respiratória. Levei-a ao hospital e lá, ficou em observação até o dia 10. Segundo os médicos, sua acentuada me-lhora permitia considerar que ela receberia alta no dia seguinte, 11, mas, não aconteceu’, contou o filho.
Carmen enfrentaria, a partir daí, quase um mês inteiro de desconfortos físicos que resultariam quadros infecciosos, insuficiência renal e, nesta última semana, falência múltipla de órgãos. ‘Estivemos juntos no dia a dia. Acredito que ela foi me preparando para o pior. Sai do quarto no dia 4, e ela se foi. Não quis que eu visse sua morte’, disse, emocionado, Vitor.
Carmem era carioca. No Rio, se casou com Waldir Rosa. Do enlace, Vitor. ‘Papai morreu pouco tempo depois do casamento. Com vovó Marieta, mamãe se rendeu a convite de familiares que residiam em Franca, e nós nos mudamos. Aqui, ela se empregou no Magazine Luiza, como Assistente Social. Trabalhou lá até a aposentadoria’, contou o filho.
Dirce Dias Rocha, cuidadora, foi vizinha da família e se tornou amiga de Carmen. Em certo tempo, passou a cuidar de dona Marieta e de Vitor. ‘Carmen, que era uma mulher competente, digna, correta, guerreira, se dedicava a longas jornadas de trabalho. Foram anos de proximidade. Entristeci-me com sua morte. Ela saiu de Franca para ver o filho, e era simplesmente mais uma de suas viagens, das tantas que sempre fez, já que gostava muito de viajar. Não imaginava que só a veria de novo um mês depois, em seu velório. É muito difícil aceitar. Tive a honra de tê-la, e à d. Marieta, em meu plano funerária. Pude serví-la pelo menos nisso, para agradecer o que fez por mim’, contou Dirce.
Aposentada, Carmen, a pedido do filho, foi conhecer o Brasil. ‘Viajava sempre com o pessoal da Nena Turismo. Em uma dessas viagens, conheceu Lúcia, e se tornaram grandes amigas. Com a internação, Lúcia foi a São Paulo em, pelo menos, três dos finais de sema-na que mamãe passou hospitalizada, e comigo, revezou no acompanhamento a ela. Tenho que agradecer, também, a ge-rente de Recursos Humanos do Magazine Luiza em São Paulo, Adriana Cintra. Ao citar o nome delas, pessoas que me ajudaram a ultrapassar as tristezas desse tempo ruim, agradeço a tantos outros, companheiros de trabalho do Magazine de Franca e de São Paulo, médicos, enfermeiras, amigos. Deus sabe o que significaram todos, para mim. Minha mãe se fez querida e respeitada. É insubstituível e me fará falta pela eternidade. Que Deus a tenha’, concluiu o filho.
O corpo foi trasladado para Franca e o velório aconteceu dia 5 de junho, domingo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, ocorreu no mesmo dia, 16 horas, no Cemitério Jardim das Oliveiras.
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