Rapaz é baleado dentro de escola da zona sul de Franca


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O jovem levou dois tiros enquanto jogava futebol na quadra da E.E Lydia Rocha no domingo
O jovem levou dois tiros enquanto jogava futebol na quadra da E.E Lydia Rocha no domingo
A violência que assombra o Complexo do Jardim Aeroporto voltou à tona. Além dos roubos e furtos registrados diariamente, tentativas de homicídio tem impactado o bairro. Foram seis vítimas em apenas 34 dias. Em só um dos casos, o responsável foi preso. Todos os outros seguem sob investigação e silêncio, tanto dos alvos quanto de testemunhas. 
 
No domingo, isso não foi diferente. O desempregado Luís Henrique Oliveira, 23, foi alvo de cinco tiros disparados por um homem encapuzado enquanto jogava bola na quadra da Escola Estadual “Lydia Rocha”. Em seguida, fugiu.
 
A vítima, que já tem passagens por roubo, tráfico de drogas e furto, foi atingida duas vezes na perna esquerda, sendo uma no joelho e outra na canela. Ferido, recebeu ajuda de populares, que o levaram à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro. Ainda na tarde de domingo, teve alta e, à PM, disse não saber quem o atingiu. O caso está na DIG de Franca.
 
Além de Luís Henrique, outras cinco pessoas já foram baleadas no Complexo Aeroporto. O primeiro caso foi no dia 2 de maio, quando Carlos Eduardo de Souza, 33, levou oito tiros em um bar do Jardim Aeroporto III. Dois homens, em uma motocicleta roubada minutos antes, próximo ao local do crime, chegaram ao estabelecimento. Foi o garupa quem atirou na vítima.
 
Após os tiros, o acusado fugiu com o comparsa. Carlos foi socorrido à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro e transferido para a Santa Casa, onde segue sem previsão de alta. Em seu primeiro depoimento à polícia, afirmou desconhecer os responsáveis.
 
Na noite do dia 14, o ex-detento Thiago Batista Marciano, 32, foi assassinado com três tiros na avenida César Martins Pirajá. O Samu socorreu a vítima ainda com vida à UPA, mas devido aos ferimentos, não resistiu e morreu. Ninguém teria visto o autor dos disparos.
 
No dia seguinte, outros dois homens foram alvejados na rua Maria Laura Gomes, no Aeroporto IV. Os dois estavam em um Corsa quando foram surpreendidos por uma dupla que chegou atirando. Welizer dos Reis Silva, 23, e Carlos Ivan de Paula, 38, seguem internados na Santa Casa e afirmam desconhecer a razão da tentativa de assassinato.
 
Já na noite do dia 17, outro crime envolvendo arma de fogo foi registrado no Aeroporto II. A auxiliar de serviços gerais Naraline Oliveira, 26, foi vítima de um crime passional. O ex-marido, o funileiro Marcos Ferreira de Jesus, 36, atirou e fugiu, mas, minutos depois, foi detido por uma viatura da PM já em sua casa. A arma também foi apreendida. Naraline, que recebeu um tiro na cabeça de raspão, foi socorrida à Santa Casa e teve alta dois dias depois. O homem segue preso por tentativa de homicídio.
 
Para o delegado Márcio Garcia Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), o envolvimento das vítimas com o mundo do crime pode ser uma das razões para a frequência da violência no bairro. “Exceto no passional, todos os outros permanecem sob apuração. Algumas vítimas já foram ouvidas e pouco colaboraram. Recusam-se a ajudar na investigação como em quase todos os casos naquela região. A lei do silêncio impera. Mas não desistimos e continuamos trabalhando para chegarmos aos responsáveis”, disse.
 
 

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