Morreu Vilma Barbosa de Freitas


| Tempo de leitura: 3 min
Vilma Freitas foi sepultada ontem, segunda-feira, no “Santo Agostinho”
Vilma Freitas foi sepultada ontem, segunda-feira, no “Santo Agostinho”
Morreu ontem, 1h45 do dia 6 de junho, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Vilma Barbosa de Freitas, aos 67 anos. Internada desde 31 de maio, viveu a última semana da batalha que empreendeu contra um câncer diagnosticado em novembro do ano passado. “Mamãe lutou bravamente para sobreviver. Perdeu muito peso. Médicos dedicados a acompanharam em seus últimos meses de vida, mas seu quadro se tornou irreversível”, disse o filho Flávio.
 
Deixou, viúvo, Benedito de Freitas Primo. Do enlace, três filhos (Flávio, operador de corte de madeiras, casado com a enfermeira Grace Barbosa, residentes em São Paulo, Capital; Fábio, residente em Avaré (SP) e Fabiana, também residente na Capital; e cinco netos (Giullya, Beatriz e Bruna, Adauberto, Luana).
 
Já com filhos, Vilma e Benedito enfrentaram problemas e decidiram se separar, mas sem quebrar o vínculo civil do enlace. Ele continuou residindo em Franca. Ela, acompanhada pelos filhos, foi morar na Capital, junto a uma de suas irmãs, Guaraciaba, que se tornou mãe adotiva de uma das crianças, Flávio.
 
Dedicou-se por mais de vinte anos ao cuidado de crianças em idade escolar, levando-as, a pé, aos locais onde estudavam. Com seu perfil decente e responsável, fez incontáveis amizades dentre as famílias das crianças. “Mamãe trabalhou muito, e sempre. Nunca a vi se cansar de nada. Era amorosa, dedicada. A forma com que trabalhava era diferente. As crianças a acompanhavam a pé. Não corriam risco em trânsito, e muitas famílias apostaram nela”, disse Flávio.
 
Há 16 anos, o marido de Vilma decidiu-se por procurá-la. Pediu a uma das irmãs dela, Vanilde, que fizesse contato, e pedisse a oportunidade de uma visita. “Papai queria vê-la, e queria nos ver. Passou-se muito tempo, crescemos, formamos famílias e continuávamos separados. Mamãe foi consultada. Sem qualquer rancor ou mágoa no coração, autorizou que ele fosse a São Paulo. Foi recebido por nós com alegria e respeito. Ninguém falou do passado. Só do presente. Mamãe Vilma e papai conversaram, e ele pediu que ela voltasse para Franca, com ele. Ela aceitou. Foi bom para ela, foi bom para nós. De minha parte, foi uma grande alegria conhecer as restantes irmãs de mamãe e de minha mãe ‘adotiva’ (Valdenir, Neide, Lúcia, Vanilde) e, irmãos de papai, Gumercindo, casado com Meire Helena; Zezito, casado com Maria Lúcia; casado com Vanilde - sim, outro casamento em família. Ela veio, ele teve AVCs e ela cuidou dele; e, agora, nestes últimos meses, como pôde, ele ajudou a cuidar dela”, disse Flávio, emocionado.
 
Em Franca, Vilma tornou-se do lar. Seu espírito preocupado com o outro a levou a realizar muitas visitas a lares de idosos, especialmente o São Camilo de Léllis, para fazer companhia a quem já era visitado por suas próprias famílias. “De uma forma ou de outra, nossas famílias nunca perderam contato. Papai e mamãe Vilma não quiseram cortar seu laços civis, e voltaram a viver juntos. Nossa história é, no fundo, a história de uma família convicta do valor do respeito ao outro”, concluiu.
 
O velório de Vilma aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado no Cemitério Santo Agostinho, às 16 horas de ontem, dia 6.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários