Som alto e bagunça perturbam vizinhos do antigo 'Fórum'


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Movimentação intensa e som alto na região do antigo Fórum de Franca têm gerado reclamação de moradores vizinhos
Movimentação intensa e som alto na região do antigo Fórum de Franca têm gerado reclamação de moradores vizinhos
A rua Doutor Marrey Júnior, no Centro de Franca, ao lado do antigo Fórum, se tornou, nos últimos meses, ponto de encontro de jovens baladeiros e, ao mesmo tempo, sinônimo de dor de cabeça para os moradores do trecho. Desde que o órgão deixou o prédio, na esquina com a avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso e o estacionamento de veículos voltou a ser permitido em frente ao imóvel, a rotina de tranquilidade mudou. De quinta a domingo, os moradores reclamam que a via vira palco para algazarra com direito a som alto, freadas e o barulho ensurdecedor dos escapamento das motos.
 
Os que moram nas proximidades do local se queixam de que a perturbação acontece principalmente de madrugada e segue até o amanhecer. Além do som dos veículos, os moradores dizem que os jovens conversam, gritam e cantam alto, sem importar com quem procura descansar. Há também relatos de brigas e de garrafas sendo quebradas no asfalto. “A situação está insuportável. Todo fim de semana é a mesma coisa. Quando tinha o Fórum aqui, isso não acontecia. Algo precisa ser feito para controlar essa bagunça”, reclamou uma moradora, que pediu para não ter seu nome divulgado. Ela disse que o som dos veículos é tão alto e potente que chega a balançar a janela do seu quarto.
 
De acordo com os moradores, quando o Fórum funcionava no antigo endereço, a área utilizada atualmente era considerada como de segurança e havia placas de proibido estacionar. Com a permissão, os jovens param o carro, descem e começam a dançar no espaço utilizado anteriormente como estacionamento da repartição pública.
 
Síndica de um prédio das proximidades, Ione Veloso disse que o som invade os apartamentos mesmo com as janelas fechadas. Para ela, além do incômodo, o barulho é uma falta de respeito com pacientes do hospital localizado a menos de cem metros do local. “Os jovens chegam da balada, estacionam o carro, compram bebida e ficam ali, sem pressa. Estamos indignados com essa situação”, disse.
 
Outra moradora disse que até para passar pela rua é constrangedor, pois os jovens ocupam todo o espaço e dificultam a passagem. “Parece que estamos atrapalhando, quando a intenção é apenas chegar em casa. Estamos reféns dessa bagunça”. 
 
Além da área com permissão de estacionamento em frente ao antigo Fórum, os moradores dizem que a venda de bebidas na loja de conveniência do posto de combustível localizado na via também favorece a presença dos baderneiros. A gerência do estabelecimento não quis se manifestar sobre as reclamações de perturbação de sossego e a permanência dos jovens na via.
 

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