Uma empresa em Cuiabá, Mato Grosso, fez uma anúncio que chocou a população. A agência de empregos divulgou a contratação de duas mulheres para ocupar vagas de serviços gerais. Entre as exigências, as candidatas precisavam ser competentes e submissas.
Após a repercussão negativa, a empresa encontrou uma forma mais inusitada ainda de se retratar. "Venho através deste pedir perdão pelo mal entendido, quanto a uma postagem que fiz relacionada a uma vaga de serviços gerais (...) Creio que interpretaram de modo errado. Não quis submeter ninguém à escravidão", diz a mensagem de um funcionário, publicada em rede social.
Em entrevista à TV Centro América, o recrutador da agência explicou o que seria essa submissão pedida na vaga. "Geralmente são pessoas que não gostam de receber ordem. Ela pede para fazer uma coisa e a pessoa não quer, entendeu? Questão das ordens ela pede que seja submissa ao patrão. Saber que tem alguém acima dela, que comanda", justifica o recrutador.
Para a analista de Recursos Humanos Silvana Gomes, a empresa errou tanto ao pedir candidatas submissas, quanto a deixar que um funcionário se desculpasse, ao invés de ser a agência. "Nenhum anúncio de uma empresa deve ser feito sem passar pela validação de um gestor. O gestor que deve ser responsável por validar se a informação está dentro do que se deseja e o que busca do profissional. E jamais pode ter nenhum tipo de discriminação", conta Gomes ao site G1.
A agência foi procurada, mas não quis se pronunciar sobre o caso.
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