Um grupo de professores, pais e estudantes da Escola Estadual “Capitão José Pinheiro de Lacerda”, no Residencial Baldassari, lançou na semana passada uma campanha para que o prédio da unidade seja do Estado e não do município, como é hoje. A movimentação é encabeçada pela APM (Associação de Pais e Mestres) da escola e surgiu após rumores de que o imóvel foi pedido pela Prefeitura de Franca. O município nega que tenha feito a solicitação (veja texto de apoio).
Localizada próxima à Câmara Municipal, a escola funciona no período diurno (manhã e tarde) com 1.020 alunos dos ensinos fundamental e médio e compartilha o prédio com a Escola Municipal “Antônio Sicchierolli”, que atende alunos na modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos), no período noturno.
Segundo o professor da unidade e diretor-executivo da APM, Ricardo Alexandre Pereira, a “Capitão” nunca teve prédio próprio e sempre esteve ameaçada com a possibilidade de destituição. “No fim do ano passado, os rumores surgiram novamente e um acordo adiou o pedido, estamos agora nos antecipando para resolver o problema”, explicou, sobre a iniciativa de fazer a campanha “O Capitão é nosso!”.
A proposta defendida pede que o município faça a doação do prédio para o Governo Estadual e, assim, a escola possa permanecer no local. O grupo reivindica também que as aulas da escola “Antônio Sicchierolli” sejam remanejadas para o Colégio Champagnat ou outro prédio municipal. “Não temos conhecimento de nenhum documento que estabeleça por quanto tempo houve a cessão do prédio, por isso, a ideia é resolver esse impasse”, disse Pereira.
Para mobilizar a comunidade escolar e os moradores do bairro, um abaixo-assinado tem circulado entre os alunos e até uma petição pública foi criada na internet a fim de receber o apoio da população.
“Abraçamos a campanha, porque nunca tivemos um prédio e não queremos ser transferidos para outras escolas. Com o prédio dividido, não temos liberdade para realizar eventos ou fazer obras, pintar parede. Há salas que não podemos usar, pois ficam fechadas com cadeado”, disse a aluna Mariana Rubim Marcelino, que também preside o grêmio estudantil da escola.
De acordo com a aluna Eduarda Elena Gomes, o movimento é pela preservação da história da “Capitão” e visa ainda a dar uma garantia aos estudantes e à equipe de 80 profissionais que trabalham na escola.
Ex-estudante da “Capitão” e integrante do grupo de pais, Alex Mariano Alves Marcelino diz que o “jogo de empurra” envolvendo o prédio é antigo e precisa ser resolvido. “O remanejamento dos alunos por parte do Estado seria mais difícil, além disso, a escola municipal foi instalada depois. Acredito que, se houver união e o envolvimento de lideranças, conseguimos a transferência do prédio.”
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