A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) investigará uma denúncia feita por uma mulher de 28 anos. Na quinta-feira, ela procurou a polícia para denunciar o estupro dela e de sua filha de três meses. Ela acusou dois amigos de seu ex-marido. Este último, inclusive é suspeito de estar ligado ao crime.
De acordo com o relato da vítima aos investigadores que estavam no Plantão Policial, na quarta-feira à tarde ela havia acabado de sair com a filha da DDM local quando um amigo de seu ex-marido - que ela disse considerar violento - estava passando pela avenida Hélio Palermo. Com medo, diz ter corrido e entrado em uma VW Kombi de outro conhecido.
Neste momento, segundo sua versão, o homem de quem ela declarou ter medo também entrou na Kombi. O veículo então foi conduzido até uma mata nas proximidades da Unesp. Neste local, ainda conforme a vítima, os dois amigos de seu ex-marido retiraram a fralda da bebê e teriam tocado com a boca seus órgãos genitais. Apavorada com a cena, a mulher tentou impedir e teria então sido forçada a fazer sexo com a dupla. Ela afirmou ainda que teve as nádegas e os seios queimados com cigarro, além de ser agredida com tapas no rosto e, por fim, amordaçada com fita adesiva.
Antes de deixá-la, o mesmo homem que a agrediu disse que os atos eram uma resposta ao fato de ela ter colocado o ex-marido na cadeia. Ele ainda teria afirmado que, se ela não retirasse as ocorrências que têm contra o ex, não permanecerá viva. Ela também deverá largar do atual namorado.
O caso chegou ontem às mãos da delegada responsável pela especializada. Graciela Ambrósio confirmou ter instaurado inquérito para apurar a denúncia. Em razão da gravidade da ocorrência, no entanto, ela preferiu não fornecer outras informações a respeito do rumoroso caso, dizendo que, nos próximos dias, deverá ouvir todos os envolvidos. As vítimas passarão por exame de corpo e delito.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.