Graciela Ambrósio está fora da disputa pela Prefeitura


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Graciela Ambrósio disputou o segundo turno contra Alexandre Ferreira nas eleições de 2012
Graciela Ambrósio disputou o segundo turno contra Alexandre Ferreira nas eleições de 2012
A corrida pela Prefeitura de Franca sofreu uma baixa ontem. Apontada como uma das favoritas para a sucessão municipal, a delegada Graciela Ambrósio (PTB) não pediu afastamento de suas funções na Polícia Civil e confirmou que está fora da disputa. O prazo para funcionários públicos se desincompatibilizarem terminou neste dia 2 de junho. Oficialmente, a ex-vereadora alegou problemas profissionais e particulares para justificar a desistência. Nas eleições de 2012, ela recebeu 49.815 votos e disputou o segundo turno com Alexandre Ferreira (PSDB), que foi eleito prefeito.
 
Graciela é delegada de polícia de primeira classe e está prestes a se aposentar. Se quiser, ela pode chegar a delegado de classe especial, o mais alto degrau na carreira, mas para se habilitar à promoção terá que fazer um curso de nove meses em São Paulo. A delegada acredita que teria prejuízo na carreira caso se afastasse de suas funções por quatro meses como prevê a lei eleitoral. “A situação para nossa questão profissional alterou. Poderia ter prejuízo no cargo, como perda de vantagens e promoções. Problemas pessoais também influenciaram na minha decisão”, disse ela ao repórter Marcos Silva, da rádio Difusora, sem explicar quais seriam os problemas pessoais.
 
Graciela tentou viabilizar sua candidatura até o último instante. O PTB, partido pelo qual ela está filiada, se reuniu com diversas legendas na tentativa de compor uma coligação, como o PSD, PSB e PMDB. As tentativas de aliança não se consolidaram. 
 
As dificuldades para conseguir financiamento de campanha em um período de crise financeira e de ações da Operação Lava Jato, que fazem a torneira de doadores secarem, também teve peso significativo na decisão da delegada. Graciela também não se sentia confortável em enfrentar Sidnei Rocha.
 
A desistência da delegada deixou o PTB sem rumo. Uma ala do partido defende candidatura própria, enquanto outra corrente acha que o melhor é se aliar ao PSDB. Para complicar ainda mais a situação, o presidente da legenda, César Mamede, enfrenta problemas de saúde e está afastado das decisões.
 
Com a delegada fora da disputa, o cenário político com vistas à sucessão municipal começa a se clarear. Sidnei Rocha (PSDB) e Thiago Rodrigues (Psol) estão confirmados como pré-candidatos. Ubiali (PSB) e Gilson de Souza (DEM) têm demonstrado que pretendem entrar na disputa. O PDT cogita lançar o empresário João Rocha, enquanto o PT ainda procura um nome. 
 
Entre aqueles que tiveram votações mais expressivas nas últimas disputas, falta só a definição do jornalista Corrêa Neves Júnior (PSD). “Repito o que venho dizendo há meses: em função das incertezas que cercam o Brasil neste instante, com um quadro político conturbado, só devo tomar uma decisão no período das convenções partidárias”. Para ele, a decisão de Graciela não foi uma surpresa. “Desde o final do ano passado, ela parecia bastante indecisa sobre sua eventual participação. É uma decisão que só ela podia tomar e a qual respeitamos”.
 
Marco Aurélio Ubiali, que tentou costurar uma dobradinha com Graciela, lamentou a desistência da delegada. “Para a cidade foi muito ruim. A cidade perde com a não participação dela no pleito eleitoral. A Graciela é uma líder política e sempre teve votações expressivas. Se ela participasse da campanha, teria muito o que contribuir como candidata”.
 
Sidnei Rocha foi econômico ao comentar o fato de uma das principais adversárias ter saído da disputa. “Não sei exatamente quais são as razões dela para não se candidatar. Se for por causa da profissão dela, como foi o que ouvi dizer, ela tem todo o meu respeito de priorizar a carreira que ela já tem há muitos anos e que vem se dedicando este tempo todo”.
 

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