A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) convocou ontem, quinta-feira, dia 2, um grupo de comerciantes do Parque Vicente Leporace para ocupar o segundo centro comercial do bairro. O empreendimento de 863 metros quadrados está pronto na avenida Doutor Abrahão Brickmann e conta com 23 boxes em dois pisos, quatro banheiros e um elevador plataforma. A previsão é que a entrega oficial ocorra até julho.
Os convocados foram divididos em duas turmas e participaram de uma reunião, em momentos diferentes, para apresentação do edifício e entrega da documentação daqueles que tiverem interesse em se estabelecer no local. Nos encontros também foram expostos os valores de cada espaço e os presentes tiveram oportunidade de tirar dúvidas e fazer reivindicações em relação à infraestrutura do prédio.
“Tenho interesse em vir para cá, mas antes precisamos exigir investimento na parte de segurança do imóvel. Não podemos receber do jeito que está, sem grades nas janelas”, disse o joalheiro Norivaldo da Silva Marques, que há 12 anos tem um cômodo na avenida. Houve questionamento também sobre o uso de gás e água no local, a forma de cobrança desse serviços e os requisitos utilizados para seleção dos convocados. Eles alegaram que o centro comercial para o qual foram chamados fica distante do trecho onde hoje estão instalados, sendo que um prédio semelhante está em fase de acabamento próximo ao endereço.
“Essa localização para nós não está correta. Temos nossa clientela formada, por isso o ideal seria ficar mais perto de onde estamos hoje”, disse a cabeleireira Elaine Maria Alves de Andrade, convocada para ocupar um dos espaços.
Segundo a assessoria da CDHU, os cadastrados foram convocados conforme a necessidade de desocupação de áreas para a execução de obras no conjunto e as questões levantadas na reunião serão avaliadas pela companhia.
Ainda de acordo com a assessoria, o novo centro comercial será ocupado por salões de cabeleireiro, banca de pesponto, lojas de vestuário, de enxovais, informática, amolador e jóias, alimentação e despachante. Os boxes terão em média 15 metros quadrados e poderão ser adquiridos em 360 meses, com parcelas que variam de R$ 325 a R$ 385, contra R$ 470, que era o valor inicial. “Com esse valor, ficou mais viável, dentro do orçamento. Diferente da primeira oferta”, pontuou a costureira Leonira Alves Raminelli, que aprovou o projeto da galeria. “Acredito que não importa a distância. Se você presta um bom serviço, o cliente vai atrás de você”.
Com a saída dos comerciantes das garagens transformadas em lojas atualmente, os espaços irregulares serão destruídos pela CDHU.
O primeiro centro comercial do bairro, com 12 boxes, estava previsto para começar a funcionar no fim de maio, mas ainda não foi entregue. Em nota, a CDHU esclarece que os comerciantes já foram habilitados e aguarda a emissão do Habite-se pela Prefeitura para liberar a entrega das chaves.
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