Morreu Maria Lurdes Moreira


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Morreu no dia 30 de maio, 14h20, no Hospital do Coração da Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Maria Lurdes Moreira. Tinha 64 anos. Desde dezembro não vinha bem. A família, preocupada, a levou a consultas, e o diagnostico foi terrível: ela portava linfoma de difícil tratamento e rápida proliferação. ’Mamãe, sempre crente que conseguiria vencer mais um grande desafio em sua vida, se preparou. A partir de fevereiro passou a conviver com dores intensas, e ver seu sofrimento nos estraçalhou’, disse a filha Rosenilda, a Rose, que desde então deixou seu emprego de manicure para se dedicar completamente à mãe.
 
’No madrugada do dia 30, tivemos que levá-la às pressas para o Hospital do Coração. Lá, entrou em coma. A médica Maria Rosemeire, dra. Rose, como é conhecida, foi exemplar.. Correu quando soube de mamãe, viu que já não havia nada a fazer, mas não nos deixou sós. Explicou-nos com carinho e paciência o que estava ocorrendo, sofreu junto com a gente. Não nos esqueceremos dela’, disse a filha.
 
Maria Lurdes nasceu na fazenda Bom Jardim, região rural de Sacramento (MG), filha dos produtores rurais Urias Ferreira Vaz e Floripa Luiza Vaz, já falecidos. São seus irmãos, Erilo, casado com Altair; José, Maria, Antônio; e Ariovaldo, já falecido, casado com Dôra. 
 
Conheceu Álvaro Alves Moreira, que residia na capital paulista, em festa realizada na fazenda. Encantaram-se um pelo outro. Virava e mexia, lá estava o moço de volta. Foi assim que namoraram e noivaram. Casaram-se em São Paulo. Lá tiveram a primeira filha, Lúcia Helena (hoje funcionária pública atuando na Escola ’Sabino Loureiro’, de Franca, casada com o pedreiro Hélio da Silva). 
 
Mais algum tempo e nova decisão: mudança para Sacramento. Na cidade, Álvaro se empregou como caminhoneiro de transporte de leite e trabalhou até 1979, quando, preocupados com escola para a filha e oportunidades de trabalho, optaram por outra mudança, desta vez para Franca. 
 
Aqui, Álvaro conseguiu emprego na Prefeitura e integrou equipes de asfaltamento. Depois, na empresa São José, e na Transportadora Ferracini, voltou a trabalhar como motorista. Aposentou-se depois de acidente grave, no qual perdeu uma das pernas. Recolheu-se à sua casa e começou a fabricar redes de pescaria, uma de suas paixões. Morreu há cinco anos.
 
O casal teve mais dois filhos, Rose, e o lavrador Almir, casado com Sirlene, estes últimos residindo hoje em propriedade rural no Estado de Minas Gerais. Dos enlaces dos filhos, Maria e Álvaro tiveram três netos, Isabel, Maria Eduarda e Ana Luísa.
 
’Papai e mamãe foram gente correta, simples e humilde. Nos deram boa educação, ensinaram-nos que o que é certo é certo. Nossa vida foi difícil. Mamãe deixou de comer em várias oportunidades para deixar o alimento mais nobre para os filhos. Pegava paninhos, ia para a máquina de costura e nos fazia roupas, já que o dinheiro era curto para compra-las prontas’, disse Lúcia Helena. ’Foi meu braço direito, esquerdo e minhas pernas quando tive filhos e precisava sair para trabalhar. Também significou o mesmo para a família de Almir. Ela ía à roça para ficar com as crianças e permitir a ele e à mulher dele, trabalharem. Não foi só mãe e nem só avó. Foi o anjo de todos nós, nosso alicerce, sem nunca ter reclamado de nada. O sentido de família unida que praticamos, sob as bênçãos dela e de papai, será eterno’, disse.
 
O velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, aconteceu dia 31, 9 horas, no Cemitério Santo Agostinho.

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