TJ de SP manda Prefeitura de Batatais demitir comissionados


| Tempo de leitura: 2 min

Em decisão de segunda instância publicada nesta quinta-feira, dia 2, o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) julgou procedente uma ação de autoria do Ministério Público que argumenta a inconstitucionalidade de cargos comissionados na estrutura administrativa da Prefeitura de Batatais. O documento diz que os atuais ocupantes de tais cargos devem ser exonerados em um prazo de até 180 dias.

A ação, protocolada em outubro do ano passado e assinada pelo Procurador-Geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, pedia ao o TJSP que fosse reconhecida a inconstitucionalidade de diversas leis, datadas entre os anos de 1990 e 2014, todas relacionadas à regulamentação ou reestruturação de cargos comissionados.

Conforme a ação do MP, o fato viola o princípio da reserva legal, sobretudo por se tratarem de cargos em comissão, que se restringem a atribuições de direção, chefia e assessoramento.

O que configura a inconstitucionalidade, conforme o documento, é a ausência de descrição das respectivas atribuições de cada cargo ou a existência apenas de descrição genérica das respectivas funções comissionadas (como as de secretários municipais) - o que estaria contrariando a legalidade e violaria dispositivos da Constituição Estadual.

Por fim, o relator da decisão, Péricles Piza, afirma que a Administração Pública deve exonerar os atuais ocupantes dos cargos de provimento em comissão em 180 dias a partir da publicação.

Os réus da ação são o presidente da Câmara e o prefeito de Batatais. O atual presidente do Legislativo, Reginaldo de Oliveira (PCdoB), disse que recorrerá da decisão ao STF (Superior Tribunal Federal) e que as irregularidades que haviam na Casa foram sanadas no final de 2013, período em que ele ainda não presidia a Câmara. “Não são questões da minha gestão, mas, como eu estou presidente, claro que tenho que responder por isso. Vamos explicar para o TJ que a Câmara já fez a reestruturação necessária. Hoje, quem está irregular ainda é a prefeitura, e não a Câmara”, disse.

Por sua vez, o prefeito de Batatais, Eduardo Augusto Silva de Oliveira (PTB), disse que oficialmente não tomou ciência da decisão, mas que a Prefeitura já está agindo para regulamentar a questão. “A prefeitura vai recorrer, porque não são os cargos que são ilegais, é apenas uma questão de falta de descrições das atribuições de cada cargo. O que já estamos fazendo é especificar e documentar essas atribuições”, afirmou.

Segundo Oliveira, de um total de 1.400 servidores públicos municipais, há atualmente na Administração em Batatais 48 comissionados, sendo 26 deles na pasta da Saúde.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários