Notícias ainda continuam ruins


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A crise política e institucional vivida pelo País precisa encontrar uma solução, antes que a crise econômica deteriore ainda mais não apenas as contas do governo, mas também o setor produtivo nacional, estagnado por meses a fio. Enquanto a situação de dormência que afeta governo federal e Congresso Nacional não for resolvida, dificilmente o Brasil conseguirá reverter o quadro sombrio que já deixou mais de 11 milhões de desempregados. Com a crise e a alta do desemprego, a classe média vem baixando o padrão de vida e migrando para os estratos sociais mais baixos. No último ano, mais de 900 mil brasileiros passaram por esta situação. Foi a primeira vez que houve um movimento inverso ao da ascensão socioeconômica que vinha ocorrendo desde 2008. O estudo, da Abep (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa) mostra que de 2015 para 2016 a classe que abrange famílias com renda média de R$ 4,9 mil (chamada de B2) perdeu 533,9 mil domicílios. 
 
Ao mesmo tempo, com a queda de 5,4% no PIB do primeiro trimestre de 2016, na comparação com igual período do último ano, o Brasil teve o pior desempenho da economia entre 31 países pesquisados. Segundo levantamento da consultoria Austin Rating, o País ficou atrás de países como Rússia, Grécia e Ucrânia. O levantamento considera 31 países que já divulgaram seus resultados oficiais da economia para o primeiro trimestre. De acordo com a Austin Rating, o resultado da economia brasileira também esteve abaixo da média registrada entre todos os Países do Brics, que reúne Índia, China, Rússia e África do Sul. Em média, a economia do grupo de países ficou estagnada no período. 
 
As últimas notícias que mostram uma conjuntura econômica bastante prejudicada apontam para a necessidade de o governo agir de forma rápida, implantando medidas capazes de atender aos anseios dos milhões de brasileiros desempregados. O Brasil não pode esperar mais que os processos de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e de cassação do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) cheguem ao fim. Hoje, atravancam o exame e votação de medidas capazes de levar o País a retomar o crescimento. Da forma como está, expectativas de melhora existem apenas para o ano que vem, prinicipalmente se o presidente, Michel Temer (PMDB, e sua equipe encontrarem dificuldades em aprovar as reformas necessárias. Assim como sua economia, o País está estagnado e só uma ação firme e rápida será capaz de modificar o quadro atual.
 
 
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