Uma vida repleta de amor, felicidade, ensinamento, solidariedade e fé. Faleceu na tarde de ontem, em Franca, a professora Maria Elfrida Ewbank Seixas, aos 100 anos de idade, completados no último dia 26 de maio. Sua morte ocorreu por complicações da própria idade. Nos últimos dias, “Dona Nenê Ewbank”, como era carinhosamente chamada, se sentiu fragilizada e foi levada ao Hospital Regional.
Natural de Franca, Dona Nenê era filha do também professor David Carrneiro Ewbank (homenageado com o nome de escola na Estação), com Dona Sinhá. Nenê marcou seu nome na comunidade francana.
Viúva do advogado Antônio Baldijão Seixas (com quem foi casada por 50 anos), Nenê Ewbank deixou quatro filhos; o advogado Antônio Carlos, 77; o agropecuarista e comerciante Mário Roberto, 73; a professora Maria Lúcia (falecida), 65; e o empresário Paulo Fernando, 69, além de 14 netos, 23 bisnetos e duas tataranetas.
Professora de Ciências, Dona Nenê lecionou por 30 anos na Escola Industrial Júlio Cardoso (bairro Centro) e foi responsável pela formação de milhares de alunos francanos. A mesma dedicação da sala de aula, ela carregou para dentro de casa na educação e ensinamento de vida aos seus filhos.
Católica engajada nas causas sociais, o sentimento solidário era outra marca importante na vida de Nenê Ewbank Seixas. A professora liderou campanhas ao lado de familiares e amigos para arrecadar presentes natalinos e destiná-los às famílias carentes do município. Ela também ficou conhecida pela confecção de mantas de bebês, com as quais presenteava inú-meras famílias.
De acordo com o filho caçula Paulo Fernando Ewbank Seixas, sua mãe procurava com muito amor sempre fazer o bem. “Minha mãe tinha como lema: o amor. Assim foi em casa, na vida ao lado de papai, com os filhos, familiares e amigos. Tinha um espírito jovem e participativo em todas as ações que propu-nha fazer. Além de ser conhecida como professora, também destinou parte de sua vida para ajudar ao próximo. Viveu tudo com muito amor”, declarou.
Perto de completar cem anos de idade, a mãe, segundo Paulo Fernando, revelou o sonho de realizar uma festa de confraternização, com todos familiares e amigos, e dançar uma valsa com os homens da família. “Era um sonho que ela queria realizar, mas infelizmente não foi possível por se encontrar em um estado de saúde debilitado”.
Segundo o advogado Antônio Carlos Ewbank Seixas, Dona Nenê viveu intensamente cada dia de sua vida. “Era uma pessoa cativante, não só com nós familiares, mas com todos que a conheciam. Deixa um exemplo de sabedoria e amor à vida. Além de ser solidária, era uma pessoa justa e que buscava transmitir bons modos. Tinha como plano de vida completar cem anos. E ela conseguiu”, relatou o filho com emoção.
O velório de Maria Elfrida Ewbank Seixas está sendo rea-lizado no São Vicente, sala 1. O sepultamento acontecerá às 15 horas desta quinta-feira, no Cemitério da Saudade.
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