Nesta época um animal mansinho é bastante lembrado na mais conhecida das cantigas juninas: o carneiro. Quem nunca ouviu: “Carneirinho, carneirão?/ neirão, neirão, neirão// Olha pro céu, olha pro chão/ pro chão, pro chão!” Ele também aparece nas imagens que mostram São João.
O carneiro é o macho da ovelha. O filhote, até os 14 meses, recebe o nome de cordeiro. As ovelhas domesticadas estão presentes em quase todos os países. Acredita-se que as ovelhas foram domesticadas há 11.000 anos, na região que, hoje, é conhecida como Iraque.
As ovelhas são animais gregários, sensíveis e inteligentes. Segundo estudo recente divulgado pela revista Nature, são capazes de distinguir diferentes expressões da face de outros integrantes do rebanho, bem como identificar até 50 componentes do grupo e lembrar-se de acontecimentos ocorridos há dois anos. Outro estudo, realizado na universidade de Bristol (localizada na Inglaterra), evidenciou que estes animais expressam emoções de forma visível. Quando estressadas, por exemplo, mostram sinais de depressão, da mesma forma que os seres humanos.
Seus chifres são permanentes, sendo que os dos machos são robustos, curvados e em espiral e os das fêmeas curtos e menos curvados. O focinho da ovelha é estreito e comprido. O comprimento do seu corpo é de 1,5 m, o rabo é curto e seu peso oscila de 75 a 200 kg. Na natureza são bastante ágeis e bem adaptadas ao lugar que habitam.
Geralmente a fêmea dá à luz um filhote (número que pode chegar a 3) depois de uma gestação de 150 dias. A expectativa de vida deste animal é de 20 anos.
A lã da ovelha é usada para fazer roupas e tapetes. A carne é amplamente consumida, bem como seu leite e os diversos tipos de queijos feitos com ele.
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