“Amante da vida, e do trabalho, fez tudo o mais gostava. Viveu intensamente suas paixões até nos deixar”
Morreu às 22h30 do dia 25, no Hospital Geral de Taipas, de São Paulo, Paulo Roberto de Freitas. Tinha 62 anos. Morava na Capital há 10 anos. Nos últimos meses, saúde abalada, começou a preparar retorno a Franca e para a família, visando se refortalecer para retomar seu trabalho de vendedor de calçados, que exercitou por toda a vida.
No dia 25, sofreu grave crise hepática. Amigos seus acionaram o Samu e Paulo foi transferido ao hospital. Seu estado físico se deteriorou rapidamente e sobreveio a morte. O atestado de óbito registrou insuficiência hepática fulminante. O corpo foi trasladado para Franca no dia 26.
Era um dos dezoito filhos do casal José Nades de Freitas e Maria Abadia da Rocha, cassienses. Estava viúvo há quinze anos, de Joana, com quem teve um filho, Paulo, o Juninho. São seus irmãos, Pedro Paulo, casado com Maria; Ronirson, casado com Raquel; Rosa Helena, Maria Vilma, casada com Julival Rodrigues; José, casado com Fernanda; Elis Regina, casada com Clayson; Ana Célia, casada com Márcio Manso; Ronaldo, Wilson, e mais oito, que morreram ainda bebês ou crianças de pouca idade.
Dos enlaces dos irmãos, tornou-se tio “gente boa” de 16 sobrinhos (Marcelo, Marco Antônio, Tiago, Tassiana, Mateus, Luciana, Diego, Lucas, Bruno, Bruna, Letícia, Danilo, Rafael, Victor, Gabriel, Mateus) e tio-avô de Pedro, Mariana, Breno, Amanda, Kauã e Luís Miguel.
Segundo Ana Célia, irmã de Paulo, ele foi determinante na vida da família. “Perdemos nosso pai quando éramos muito jovens. Paulo e Pedro ‘assumiram a família’ junto com mamãe, nossa grande guerreira. Já morava em São Paulo e não mediu esforços para ajudar no cuidado com os irmãos menores. Mensalmente vinha a Franca e participava de todas as despesas. Devemos muito a ele”, disse Ana.
“A gente se acostumou a vê-lo fazendo o que mais gostava na vida, o seu trabalho de ‘pica-pau’, vendedor ambulante de calçados. Em Franca, lotava sua Caravan e ganhava a estrada. Voltava depois de vender tudo e repetia todo o processo. Em São Paulo, trabalhou até dias antes de ser internado. Morreu, portanto, fazendo o que mais gostava. Seu amigo Márcio, o Marção, disse que viria com ele para Franca, e que fariam a viagem no dia em que Paulo se sentiu mal”, disse a irmã.
“Papai foi um grande cara. Viajei muito com ele, e aprendi com ele tudo o que sei. Hoje, minha profissão é igual à dele. Muda só o jeito. Também abasteço em Franca mas vou em direção a feiras de varejo muito longe. No dia em que ele morreu eu estava em Cuiabá (MT). Larguei tudo e fui para São Paulo. É muito triste perder o norte da vida da gente sem poder abraçar ou conversar. Sei que está com Deus”, disse Paulo Júnior, seu filho.
Seu sobrinho Diego disse que o tio deixa saudade. “Era um cara agradável, tinha o dom da venda. Quanta gente aprendeu com ele. Amante da vida e do trabalho, fez tudo o mais gostava. Viveu intensamente suas paixões até nos deixar”.
O velório de Paulo Roberto aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado dia 27, 10 horas, no Cemitério Santo Agostinho, em Franca.
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