Funcionários da Emdef presos continuam no trabalho


| Tempo de leitura: 2 min
Aterro sanitário de Franca: funcionários da Emdef dizem que cigarros apreendidos com eles foram retirados do local
Aterro sanitário de Franca: funcionários da Emdef dizem que cigarros apreendidos com eles foram retirados do local
Dois gerentes de serviço da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) foram exonerados dos cargos de chefia, na manhã desta segunda-feira, mas continuam trabalhando. Eles foram presos na madrugada do último domingo, com um terceiro funcionário da empresa, transportando mais de mil maços de cigarros contrabandeados. 
 
Uma denúncia anônima feita à Polícia Militar informou que uma caminhonete estaria retirando produtos de dentro do Aterro Sanitário. Em patrulhamento, os policiais militares avistaram uma caminhonete modelo S-10 preta com pacotes suspeitos. Ao abordarem o veículo, perceberam que se tratava de pacotes de cigarros contrabandeados, provavelmente do Paraguai. No veículo, estavam três homens. A polícia também revistou a casa deles. Em uma delas, foram encontrados mais cigarros contrabandeados.
 
O trio foi conduzido ao plantão policial. Lá, eles se identificaram como funcionários da Emdef, dois deles eram gerentes de serviços (Fábio Donizete Carreiras, em pavimentação, e Djalma Gomes de Brito, em construção civil) e o outro, operador de máquinas (Valdeci Teixeira Alves). Segundo a versão apresentada à polícia, eles estariam retirando do aterro parte de uma carga de cigarros contrabandeados que teria sido enviada ao local pela Receita Federal para ser dispensada. 
 
A ideia era aproveitar o período noturno, quando não há vigilância, para retirar os cigarros e revender o produto em bares e estabelecimentos comerciais da cidade. 
 
Os três foram presos em flagrante. Como contrabando é crime federal, eles acabaram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal de Ribeirão Preto, onde foram autuados e deverão responder a inquérito. Os três pagaram fiança e foram libertados. 
 
O delegado da Receita Federal em Franca, Ricardo Grandizoli, disse que, de fato, uma das cargas foi encaminhada para destruição no Aterro Sanitário, mas considerou quase impossível que os cigarros apreendidos fizessem parte desta carga. “O procedimento de destruição por parte da Receita Federal obedece a inúmeros critérios. Entre eles, a fiscalização de três servidores da Receita, os quais atestam que, de fato, o material foi destruído.” 
 
Ele informou que os servidores da Receita acompanharam a destruição da carga enviada e elaboraram documentos narrando o procedimento, inclusive com fotos anexadas. “Acho pouco provável que estes cigarros tenham origem na carga. Mas, de qualquer forma, abrimos um procedimento interno para apurar eventuais falhas.”
 
Ontem, segundo a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, os três funcionários trabalharam normalmente. Contra eles foi aberta sindicância e, se comprovada a responsabilidade, os três podem ser demitidos por justa causa. 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários