Morreu Júlia Maria Dias


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Júlia Maria Dias será sepultada amanhã, 14 horas, no Cemitério Santo Agostinho.
Júlia Maria Dias será sepultada amanhã, 14 horas, no Cemitério Santo Agostinho.

“A gente se lembra de todas as dificuldades que ela enfrentou para cuidar de nós. Ensinou pelo exemplo”

Morreu hoje, dia 30, por volta de 8 horas, a senhora Júlia Maria Dias. Havia completado, dia 27, 87 anos. Há uma década vinha enfrentando problemas circulatórios e um enfisema pulmonar, resultado dos muitos anos de consumo de cigarros. “Desde quando foi diagnosticada, submeteu-se a tratamento adequado para seu quadro e melhorou muito. Nos últimos dias, porém, não se sentia muito bem, suas pernas incharam e ela teve dificuldades para respirar. Nas semanas anteriores, nossos familiares conseguiram agendar, para ela, consultas com especialistas. Seriam hoje”, disse o filho Hélio.

Pela manhã, a acompanharam a consulta com cardiologista, mas, nas imediações da avenida Champagnat, antes de chegar ao médico, Júlia teve uma crise respiratória aguda. Socorrida ao Hospital do Coração, não havia mais o que fazer.

Era natural de Vargem Bonita (MG). Casou-se, em Delfinópolis (MG), com Jerônimo Vital Dias. Viveram o casamento em propriedades rurais, ela dedicada à terra, e ele, a viagens constantes a cidades distantes para trabalhar como formeiro de grandes peças de concreto para usinas. “Ele atuou na construção de Furnas e em muitas outras cidades, e permanecia muito tempo longe de casa”, disse Hélio. Moraram na cidade mineira até se mudarem para Franca.

Do enlace, nasceram seis filhos (Maria Aparecida, servidora pública aposentada em escola estadual, casada com Mauro De Ré, projetista de construção civil; Cleitamar, Ilma, professora de Educação Física, falecida, casada com o comerciante João Barbosa; José Januário, pedreiro, falecido, casado em segunda núpcias com Aparecida; Hélio Antônio, encarregado de produção na indústria West Country, casado com a funcionária da Escola Pestalozzi, Nelci; Agmar, cortador de amostras de calçados, casado com a comerciante Rosilene), doze netos (Maria Carolina, Melissa, Márcio, Marina, Leandro, Estefani, Tatiana, Carina, Herbert, Tiago, Maria Júlia, Carolina), e dois bisnetos.

“Mamãe e papai acabaram por se separar. Ela foi, para nós, mãe e pai. Era brava porque era séria e direita com as coisas e com as pessoas. Queria que fossemos dignos. A gente se lembra de todas as dificuldades que ela enfrentou para cuidar de nós. Ensinou pelo exemplo. Houve tempo em que não comia para alimentar os filhos mais novos. Foi um exemplo de mãe presente, completamente devotada a nós”, disse Hélio

Os filhos cresceram, estudaram, se empregaram, formaram família. “Pudemos devolver a ela um pouco de tudo o que nos deu. Semana passada, dia 27, dia de seu aniversário, ela estava fracam mas ficou feliz com a comemoração que organizamos. Já não era a mesma. Ainda naquele dia conversamos sobre a necessidade dela se submeter a consultas, para melhorar sua qualidade de vida, e sobre o tempo que esperava para ir a essas consultas. Infelizmente, no dia marcado para visitar médicos, morreu”, concluiu o filho.

Velório será no São Vicente de Paula. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, será realizado amanhã, dia 31, 14 horas, no Cemitério Santo Agostinho. 

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