Um espaço que respira arte em sua mais pura e autêntica forma. Foi assim que Fabrícia Silveira, formada em Filosofia pela Unicamp, em Artes Cênicas pela Faculdade Célia Helena, de São Paulo, e com pós graduação em Cinema pela PUC, idealizou o CAF (Centro das Artes de Franca), que abre suas portas na próxima semana na rua Floriano Peixoto, no Centro. A escola ficará em um amplo galpão em que, além de salas de aulas, cafeteria e vestiários, haverá um teatro onde serão realizadas as aulas e espetáculos abertos ao público. O CAF oferecerá aulas de teatro, cinema, dança e circo e está com inscrições abertas. Confira mais em nosso Jogo Rápido:
Como surgiu a ideia de criar o Centro das Artes de Franca?
Estava fora de Franca há 15 anos e há muito tempo que quero trazer pra cá alguma coisa, porque acho que, não só Franca, mas todo o interior de São Paulo é bastante carente de cultura, falta muita oportunidade ao público de ter acesso a essa parte das artes. Essa ideia do CAF já é bastante antiga, eu fui amadurecendo e queria trazer um projeto de arte para o interior como os que têm na capital. Acho que Franca cresceu muito desde quando eu mudei e acho que tem público para esse segmento artístico. Nosso objetivo não é fazer uma arte comercial, que é televisiva, as peças globais que às vezes são encenadas por aqui, não é essa arte nosso foco. Nosso objetivo é mostrar a arte dos profissionais mesmo, das pessoas que estudam, passam anos se dedicando a isso, e essa arte não chega no interior, fica por lá. Acho que Franca tem esse público.
Como você escolheu o espaço do CAF (um enorme galpão na rua Floriano Peixoto, no Centro)?
O espaço tem um contexto bem diferenciado do que o de uma escola comum. Primeiro, porque é um barracão, que é proposital por fomentar mais a pesquisa e os ensaios dos grupos e servir também para as apresentações. Esse tipo de galpão é comum nas capitais. Como hoje em dia está muito difícil o acesso aos teatros, porque ficaram muito comerciais, empresariais, eles cobram uma fortuna para levar as peças e apresentações, e as leis de inventivo à cultura são muito fechadas, resolvemos levar esse conceito adiante, num espaço onde é possível reunir a parte teórica, prática e as apresentações para a plateia. É um espaço artístico diferenciado, com vários tipos de curso.
Quais cursos o CAF oferecerá inicialmente?
Teatro profissional adulto, adolescente e infantil; dança flamenca, samba de gafiera e dança contemporânea - depois teremos hip hop e outras opções; circo para adultos, crianças e adolescentes; e cinema que, por enquanto, é um curso para interpretação, e em breve, lançaremos outras variantes do cinema, como roteiro, direção e fotografia. Em nosso site (www.centrodasartesdefranca.com.br) já estão disponíveis os detalhamentos de cada curso e os horários.
Em relação ao corpo docente do CAF, o que você destacaria?
Todos os nossos professores possuem formação universitária e especializações em cada modalidade. Por exemplo, as aulas de dança flamenca, das quais sou professora, tem acompanhamento de música ao vivo e tanto eu quanto o músico temos cursos e experiência na Espanha, enfim, todo nosso corpo docente é altamente qualificado. Buscamos inclusive professores em Ribeirão Preto para os cursos de circo e dança contemporânea por não encontrarmos pessoas qualificadas em Franca.
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