Abril foi o mês mais violento deste ano em Franca. Dez casos de homicídios, latrocínios e acidentes fatais foram registrados na cidade. O número de mortes violentas representa o triplo do total ocorrido no mesmo período do ano passado. Em 2015, foram três mortes nessas circunstâncias.
Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e foram divulgados nesta semana. Neles, consta que Franca somou, apenas em abril, cinco assassinatos, um latrocínio (roubo seguido de morte), três mortes culposas no trânsito (homicídio culposo) e uma em que o condutor teria assumido o risco de matar por dirigir embriagado.
Dos homicídios registrados, três foram por pedradas. Outro se deu após agressão perpetrada a socos. Por último, em um dos crimes que mais chocou a população, a vítima sofreu graves lesões ao ser espancada e ainda levar pauladas na cabeça. Foi o caso do latrocínio do comerciante Gerson Batista de Oliveira, de 72 anos, no Jardim Aeroporto III. No dia 21 de abril, o idoso estava em seu bar e mercearia, localizado na avenida Egídio Castro Oliveira, quando acabou refém de dois assaltantes. Com pedaços de madeira, os ladrões agrediram a vítima e a deixaram com vários hematomas nos braços e um profundo ferimento na cabeça. Em seguida, fugiram com um televisor do estabelecimento. O comerciante ficou internado na Santa Casa por seis dias e morreu. O caso foi parar na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e os responsáveis, Dione Panio, 34, e Paulo Roberto Oliveira Reis, 50, foram pegos em maio. O objeto roubado foi recuperado pela família.
A violência empregada nos crimes registrados também impressiona. Um exemplo foi o assassinato do aposentado José dos Reis Lemes, de 76 anos. No dia 4, um menino de 16 anos que afirmou “ter um caso” com a vítima aproveitou que eles estavam dentro da pick-up Fiat Strada de Lemes, segurou-o pelo pescoço com a perna e o esganou. Depois, passou a desferir vários socos em sua cabeça, espancando-o até a morte.
Em vários casos, as razões que levaram aos assassinatos permanecem sob investigação da polícia. A morte do desempregado Luiz Felix da Silva, no dia 18 de abril, não foi esclarecida. A vítima, que frequentava o Abrigo Provisório, foi encontrada morta após ser agredida a pedradas em uma rua da Vila Santa Luzia. O responsável e suas razões ainda são desconhecidas.
Tragédias no trânsito
Em meio às mortes violentas, estão os acidentes de trânsito. Foram quatro vítimas fatais em abril. Uma delas, cujo caso foi registrado como homicídio doloso (quando assume o risco de matar) envolveu a jovem vendedora Jordana dos Santos Cabral, de 22 anos. Seu namorado, o ajudante-geral Weverton Mascena de Lima, 22, bebeu antes de dirigir e bateu seu GM Celta no muro de uma loja de materiais para construção da avenida Hélio Palermo. Com a violenta batida e por não ter sido socorrida, Jordana morreu. Lima foi autuado por embriaguez e homicídio. Ele permanece preso.
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