Morreu às 21h55 do dia 26, no Hospital São Joaquim, o senhor Antônio Alves da Silva, conhecido ex-funcionário do setor de patrimônio da Unesp e fundador e diretor da Autovans, de Franca. Tinha 75 anos. Ao final de fevereiro, com incômodo no abdômen, submeteu-se a exames que diagnosticaram câncer no pâncreas.
Imediatamente iniciou tratamento sob cuidados do especialista José Reinaldo de Paula Tasso. Seguiu entre melhoras e pioras. No dia 24 a família o internou para aquele que seria um último esforço para mantê-lo bem, mas foi inútil. O óbito ocorreu no feriado de Corpus Christi.
Integrava grande família natural de Claraval (MG) que se tornou respeitada em Franca pela dedicação ao trabalho. Seu pai foi Luís Alves Sobrinho, e sua mãe, Maria Jacintha Maltha, viúva desde 2006, depois de 67 anos de casamento. Do enlace, além de Toninho, o casal teve mais cinco filhos (Terezinha, casada com Arnaldo de Oliveira; Elziário, casado com Maria Idelma; Maria Aparecida, casada com João Enciso; Rita Maria; Agostinho, casado com Nilza), 11 netos (Andreia, Adriana, Arnaldo Junior, Albertina, Lusiane, Lucimara, João Júnior, Rodrigo, Mariana, Guilherme, Bianca) e 14 bisnetos (Eduardo, Rafael, Larissa, Isabela, Aninha, Lucas, Murilo, Maiara, Yasmin, Gabriela, Rafaela, Júlia, Davi, Luísa).
Toninho trabalhou na terra, como lavrador, tratorista, e em olaria de Claraval (MG). Depois, já em Franca, seu pai empregado como motorista da Viação Nossa Senhora Aparecida, conseguiu o emprego de cobrador de passagens nas viagens nas quais seu pai dirigia. Continuou no setor empregando-se como motorista na Viação Nossa Senhora de Lourdes, conduzida em Franca pelos batataenses José Carlos Brunherotti, Antônio Parreira, Edevair Mazarão, Armando Marinheiro, Mozart de Almeida. ‘Ele dirigiu por muitos anos na linha regular entre Franca-Ribeirão Preto e, também, ônibus de estudantes. Tem muita gente que se lembra dele’, disse o irmão Elziário.
Não parou. Como funcionário da mesma empresa, foi transferido para Itu, à empresa Viação Anhanguera. Em 1973 voltou a Franca prestar concurso de motorista na Unesp, e passou. Incansável, queria mais. Prestou vestibular, ingressou na Faculdade Municipal de Direito de Franca e lá se formou. ‘Meu irmão, com a formatura, ascendeu de cargo na Unesp e se tornou encarregado do setor de Patrimônio. Aposentou-se na instituição’, disse Elziário.
Quem achava que Toninho, finalmente, sossegaria, se enganou. ‘Fundou a Autovans e trabalhou nela até poucos dias antes do incômodo de fevereiro, que produziu sua morte. Não enricou. Foi um homem do trabalho, limpo, honesto, muito zeloso com tudo o que fez. Orgulhamo-nos dele e do que produziu pela vida’, concluiu o irmão.
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado sexta-feira, dia 27, 10 horas, no Cemitério Santo Agostinho.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.