O ex-vereador Marcelo Caleiro, hoje delegado seccional de Franca, manteve por anos uma relação próxima com Michel Temer. Quando o presidente interino da República foi secretário de Estado da Segurança Pública, no começo da década de 1990, o pai de Marcelão, José Caleiro Filho, então procurador de Justiça, foi o seu chefe de gabinete por três anos.
Marcelão fazia visitas frequentes à Secretaria e sempre se encontrava com Temer. Também tiveram encontros nas casas em que moravam em São Paulo. Participaram juntos de festas de aniversário e de casamento.
Influenciado por Temer, Marcelão se filiou ao PMDB quando decidiu ingressar na política. Nas eleições para deputado, em 2006, quando saiu para estadual, Marcelão foi convidado por Temer para fazer dobradinha.
Apesar da possibilidade de ampliar a votação e de ser eleito, ele descartou por conta do movimento Voto Nosso, que pregava o voto em candidatos de Franca. O delegado também agradeceu aos convites do já deputado federal Temer para trabalhar com ele em Brasília.
Nos últimos anos, a relação entre ambos diminuiu. Marcelão abandonou a política para se dedicar à carreira de policial. Hoje, é o chefe da Polícia Civil em 17 cidades da região. Temer é o presidente interino da República.
Cumpriu na marra: Resistente em receber ordens, Alexandre Ferreira (PSDB) foi obrigado a cumprir a Lei de Acesso à Informação e começou a divulgar a remuneração nominal completa dos servidores públicos do município. A desobediência resultaria em multa diária de R$ 5 mil. O prefeito, aliás, ganha R$ 18,2 mil por mês. Já o vice Fernando Baldochi (PMDB) fatura R$ 9,1 mil. Os secretários municipais recebem R$ 7,6 mil.
Prender o Lula e a Dilma pode: Na tentativa de se safar do processo de cassação aberto pela Câmara, o prefeito criticou, em sua defesa, a teoria do domínio dos fatos (segundo a qual o superior hierárquico responde pela prática dos subordinados) usada pelo delegado Daniel Radaeli (PMDB) para elaborar o relatório final da CEI. “Não parece mera coincidência a rejeição do direito pátrio para dar preferência à aplicação errônea de uma doutrina estrangeira alemã. O relatório foi redigido desconsiderando os mais comezinhos fundamentos do Direito brasileiro, faz lembrar a temível polícia alemã, criada em abril de 1933, mais conhecida como Gestapo.” Alexandre, talvez, não saiba, mas a mesma teoria é usada na Operação Lava Jato para mandar empreiteiros e políticos para a cadeia.
Candidatura estratégica: Mesmo sabendo que não terá condições de brigar para valer pela Prefeitura, o PT vai lançar candidato próprio para manter os votos de legenda e fazer pelo menos um vereador. O nome será decidido no começo de junho.
Nada ao lugar nenhum: A Câmara montou uma comissão para investigar a variação dos preços dos combustíveis nos postos de Franca. Se os vereadores encontrarem algo errado, vão denunciar ao Ministério Público, que já investiga o eventual cartel desde novembro.
Foca no face do prefeito: A “segunda prefeita”, Cynthia Milhim Ferreira, bateu boca com Zezinho Cabeleireiro (PPS) no Facebook. O vereador fez propaganda nas redes sociais de redutor de velocidade que conseguiu para a avenida Major Elias Mota. Cynthia reclamou que o vereador não deu crédito para o maridão. “Não tenho visto ninguém parabenizar a Prefeitura ou o prefeito Alexandre Ferreira. Não que o trabalho mereça glórias, afinal, trata-se de dever/obrigação do governante, mas receber os louros sem sequer citar o responsável pela execução é muito para mim.” É muito para nós!
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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